Regional

Ponto de tráfico é vigiado por cães em Jaú, segundo a Dise

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú – Os policiais da Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Jaú passaram a enfrentar um novo obstáculo na guerra diária contra o tráfico no município (47 quilômetros de Bauru). Tem sido comum cães ferozes recepcionarem os policiais da delegacia especializada como defesa aos pontos de comercialização de droga. Ao que tudo indica, os policiais civis vão ter que incluir no rol de suas aptidões o manejo com as feras, além de todo o conhecimento dos procedimentos jurídicos para um flagrante, manejo de armas e ação de abordagem com risco administrado. “Graças a Deus, ainda estamos tendo sorte nas operações. Não é nada bom levar uma mordida na canela”, comentou um policial da Dise Jaú.

O delegado titular da Dise de Jaú, Euclides Francisco Salviato Júnior, ressalta que passou a ser comum nos pontos onde funciona o comércio de drogas a presença de cães ferozes para dificultar as ações dos policiais.

O trabalho que dá para fechar uma “boca” exige vários riscos. Inicia-se, geralmente, por repetidas campanas para reconhecer a movimentação nos lugares e possíveis suspeitos. Nenhuma novidade, até então, na preparação para duas ocorrências, na semana passada. Nos dois flagrantes, a informação inicial saiu de denúncias anônimas.

Conhecendo o modo como opera o ponto do tráfico, basicamente, é montado, passo a passo, o flagrante antes da execução.

“Agora, eles estão criando cachorro bravo para dificultar o ingresso da polícia na residência”, revela o policial civil.

Casa de cão

. A aproximação dos policiais no número 101 da rua Augusto Franzolin, na Vila Industrial, atraiu a atenção de dois cães de guarda, um da raça pastor alemão e outro sem raça identificada, mas não menos feroz. O policial conta que o animal de raça indefinida era de grande porte e muito agressivo. Ao invés de surpreender, os policiais da Dise foram, parcialmente, surpreendidos pela investida dos animais. A sorte é que a prisão foi feita à luz do dia, por volta das 11h.

De acordo com o policial, era esperado uma apreensão de rotina planejada para a última sexta-feira. Com os acusados Carlos Divino Toda, 45 anos, e seu sobrinho Alexandre Toda, 22 anos, foi encontrado crack. A equipe da Dise de Jaú localizou uma pedra bruta de crack pesando 13,6 gramas. Prontas para comercialização, foram apreendidas outras cinco pedras de crack, totalizando 1,6 gramas da droga. Com os dois homens foram apreendidos R$ 888,00 em dinheiro e três celulares.

Caso sejam condenados, Carlos e Alexandre Toda podem ser sentenciados por tráfico de entorpecentes, com pena de 3 a 15 anos de reclusão. Tio e sobrinho também foram indiciados pelo crime de associação ao tráfico de entorpecentes, com pena de 3 a 10 anos.

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Sem cachorrada

Tiago Cardoso dos Santos Pinto, 18 anos, foi preso na Vila Sampaio, em Jaú, às 17h30, da última quarta-feira. Segundo o delegado titular da Dise, Euclides Francisco Salviato Júnior, com ele foram localizados 38 pedras de crack e uma porção de cocaína embalada para venda.

Ao todo, a droga pesou 39,6 gramas. Ainda foram apreendidos dois celulares, R$ 51,00 em dinheiro e uma motocicleta modelo Yamaha. Conforme o delegado, a moto era de propriedade de Pinto. Se condenado, ele pode cumprir pena de 3 a 15 anos por tráfico de entorpecentes.

Os três homens foram presos e estão à disposição da Justiça.

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