Curitiba - Morreu anteontem à noite, horas depois de nascer, o bebê operado do coração ainda no útero da mãe, no Instituto de Cardiologia, de Porto Alegre. O feto tinha 28 semanas quando foi submetido a uma cirurgia inédita no Brasil para correção de anomalias na estrutura cardíaca. O hospital ainda não divulgou um boletim médico detalhado da causa da morte.
A cirurgia foi feita no coração de Omar - nome que o bebê recebeu ao nascer -, quando o órgão media apenas três centímetros.
Segundo o cardiologista pediátrico Paulo Zielinsky, que realizou o procedimento, apenas três cirurgias do tipo tinham sido feitas antes, nos Estados Unidos. O instituto pertence à Fundação Universitária de Cardiologia do Rio Grande do Sul. A criança continuou se desenvolvendo no útero da mãe por ainda nove semanas, depois da operação de 11 de maio.
O bebê nasceu de parto cesariana às 8h de sábado, no tempo de gestação normal, com 37 semanas. Pesava 3 quilos, estava ativo e chorando, o que abriu expectativa nos médicos de que fosse sobreviver. No começo da tarde, ele foi submetido a um cateterismo previsto antes do nascimento, para diagnóstico das anomalias remanescentes. Morreu em seguida.
A mãe, a imigrante egípsia Hoda Hafas Hibrahim, 26 anos, se recupera bem do parto cesariana.