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Seis detentos fogem em Porto Velho

Folhapress
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Porto Velho - Seis detentos da penitenciária Urso Branco, em Porto Velho (RO), fugiram do local na semana passada. Os fugitivos são lideranças do presídio e estão condenados, em média, a 100 anos de prisão cada um.

A direção do presídio percebeu a fuga, que teria ocorrido na madrugada de quinta para sexta-feira, somente anteontem. A gerência do sistema prisional do Estado informou que policiais militares que atuam nas guaritas externas do presídio podem ter auxiliado a fuga.

Segundo Luiz Rodrigues, gerente do sistema penitenciário de Rondônia, detentos do Urso Branco relataram ao juiz da Vara de Execuções Penais de Porto Velho, Sérgio Domingues, que os fugitivos pagaram R$ 50 mil aos PMs.

O fato de não terem sido encontrados túneis em vistoria realizada ontem no presídio reforçou a hipótese de facilitação. “Isso (inexistência de túneis) leva a crer que a PM auxiliou a fuga”, disse Rodrigues. Entre os fugitivos está Ednildo Paula de Souza, o Birrinha.

Em dezembro de 2005, a transferência de Birrinha do Urso Branco para Nova Mamoré (na fronteira com a Bolívia) deflagrou rebelião de 70 horas no presídio. O motim - o último registrado no presídio- só terminou com o retorno de Birrinha ao Urso Branco, uma reivindicação dos presos.

A fuga da semana passada foi a quarta de Birrinha desde que começou a cumprir pena no local, em janeiro de 2000.

De acordo com o diretor do presídio, Joel de Araújo, a capacidade do Urso Branco é de 360 presos, mas abriga 1.000. Até a última sexta-feira, eram apenas dez agentes penitenciários por turno -o número subiu para 30 por turno.

O assessor da Polícia Militar de Rondônia Lenílson Guedes informou que os PMs que trabalham nas guaritas do Urso Branco são militares da reserva subordinados à Secretaria de Assuntos Penitenciários do Estado. Por isso, segundo ele, não cabe à PM comentar a suspeita de facilitação.

O diretor do Urso Branco, Joel de Araújo, contestou a informação do assessor da PM. Segundo ele, há PMs da reserva que trabalham no interior do presídio, enquanto as guaritas são ocupadas por policiais da ativa. “Essa informação dele (Guedes) não procede.”

A gerência do sistema penitenciário de Rondônia informou que o juiz de Execuções Penais de Porto Velho está apurando com o comando da PM quais policiais estavam nas guaritas no momento das fugas.

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