Roma - A delegação italiana desembarcou ontem à tarde (no horário local) num aeroporto militar próximo de Roma, onde já foi recebida por centenas de torcedores. A maior recepção, porém, ficou reservada para o Circo Massimo, com a presença de cerca de 700 mil pessoas, segundo a prefeitura da cidade. O primeiro a descer do avião, de onde o piloto já exibia uma bandeira italiana pela janela da cabine, foi o capitão da equipe, Cannavaro, com a taça na mão.
A delegação também foi recepcionada por aviões da Força Aérea Italiana, que deixaram no céu um rastro na forma de um coração. “Estamos no sétimo céu”, disse o técnico da Itália, Marcello Lippi, ao chegar. O trajeto até a Roma foi demorado, já que o ônibus da delegação foi atrapalhado por torcedores entusiasmados, o que atrasou a programação.
Na sede do governo italiano, a seleção era esperada por outra multidão e pelo primeiro-ministro do país, Romano Prodi. Cannavaro, então, permitiu ao premiê segurar a taça, causando inveja ao antecessor de Prodi, Silvio Berlusconi, fanático por futebol e dono do Milan.
“Como todos os italianos, digo obrigado. Vocês mostraram aos jovens que os resultados se conseguem com esforço, suor e compromisso, até o final, até o pênalti”, discursou o premiê, da sacada da sede do governo.
A Seleção Italiana se atrasou no trajeto previsto para ir do aeroporto militar até o centro de Roma, onde uma grande festa espera os atletas no "Circo Massimo", porque os torcedores impediram o caminho do ônibus do time várias vezes.
O ônibus passou uma vez por perto do "Circo Massimo", mas tomou o rumo do Coliseu para ir depois ao Palácio Chigi, sede do governo, no centro da capital italiana
Incidentes
Diante das comemorações do quarto título mundial da Itália resultaram em ao menos dois mortos, além de feridos, carros queimados, choques com a polícia e prisões. Carlo Alberto Cavenaghi, e um amigo pegaram, após a final, uma lancha sem autorização numa marina de Gênova, onde passavam férias. Com a velocidade do barco, os dois caíram no mar, fazendo com que Cavenaghi batesse a cabeça na hélice e morresse afogado.
Em Nápoles, o mafioso Michele Coscia, foi morto quando celebrava o título. Segundo a polícia, foi um acerto de contas entre clãs. Mais duas pessoas, ambas com passagem pela polícia, ficaram feridas.
A cidade ainda teve ao menos uma dezena de carros incendiados e cinco prisões. Uma criança de sete anos ficou ferida na cabeça por um vaso. Em Roma, a polícia já havia anunciado 13 prisões. Houve ainda policiais feridos.