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Promotoria pesquisa preços para avaliar patrocínio de estatais paulistas a revista

Folhapress
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São Paulo - A promotora da Cidadania Andréa Chiaratti deve concluir somente após agosto a investigação sobre supostas irregularidades no patrocínio da revista Ch’an Tao, da Associação de Medicina Tradicional Chinesa do Brasil, pela Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), antes de sua privatização, e pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

A promotora Chiaratti já recebeu informações das duas empresas sobre seus investimentos em publicidade institucional. A revista Ch’an Tao também já prestou informações sobre os valores recebidos em publicidade.

Segundo a promotora, ela aguarda informações de outras revistas, que também receberam patrocínio de estatais, para verificar os preços de mercado e averigüar se os valores pagos à revista seguem a faixa de preços do mercado. Chiaratti afirma que ainda não definiu se deve convocar depoimentos para o inquérito, antes de reunir e avaliar as informações recebidas.

A associação é presidida pelo médico Jou Eel Jia, acupunturista do ex-governador e candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin.

O chamado “procedimento preparatório” (inquérito) foi aberto pelo Ministério Público por suspeita de que houve uso do dinheiro público para promover o ex-governador na revista. Na edição de abril, patrocinada pela Sabesp, Alckmin aparece na capa e em nove das 48 páginas.

O então pré-candidato à República, Geraldo Alckmin, rebateu na ocasião as suspeitas de favorecimento. “A revista é de uma entidade sem fins lucrativos, que trata de temas como saúde, e não há nenhum problema do Estado fazer sua promoção.”

Também defendeu o acupunturista, ao dizer que ele realizou trabalhos voluntários e que prestou serviços até para a Prefeitura de São Paulo na gestão de Marta Suplicy (PT), além de outros Estados, sempre de graça. “Ele nunca recebeu um centavo. O povo e o governo de São Paulo devem muito a ele”, afirmou Alckmin, à época.

Em junho, a Associação de Medicina Tradicional Chinesa do Brasil devolveu os R$ 60 mil à Companhia de Transmissão e Energia Elétrica Paulista, sob o argumento de que não conseguiria editar a revista, após a suspensão de vários apoios.

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