Quando paramos para meditar, nos vêm à memória lembranças que nos são caras, lembranças estas que muitas vezes nos trazem saudades. Tem uma música da década de 70 que diz assim: "Quem quiser ser meu amigo, que me dê a mão. O tempo passa e com ele caminhamos todos juntos sem parar. Nossos passos pelo chão vão ficar. Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter. Como todo dia nasce, novo em cada alvorecer."
A primeira linha nos convida à amizade, quantos amigos ficaram para trás, amigos da escola, amigos professores, aqueles amigos que passaram por nós e que muitos deles não existem mais, a segunda linha diz que o tempo passa e não pára. Não pára de passar, envelhecemos, mas a lembrança continua viva em nossa memória, memória de tempos alegres onde não tínhamos qualquer preocupação com a vida, caminhamos com o tempo juntos sem parar, é certo que passamos, mas nossos passos eles ficam, passos estes que por mais que tentemos esquecê-los estão lá, mostrando o que fizemos e o que deixamos de fazer, as marcas do que se foi; muitas delas boas, que nos trazem saudade, sonhos que teremos ainda no decorrer da vida como todo dia nasce novo em cada alvorecer.
Muitas vezes, no dia-a-dia, não percebemos que o dito popular diz “recordar é viver”, sim, recordar é viver, recordar os tempos de escola aquela professora brava e aquela legal, dos colegas que conviviam conosco na escola, muitos dos quais pararam pelo caminho, se perderam na vida. De cada formatura onde já começa o nascer a saudade da amizade em classe, saudade daquela colega, embora chata, mas que na verdade era legal ao seu modo, das brincadeiras, dos papos no intervalo das aulas, onde as vezes aconselhávamos alguém.
É engraçado como a vida nos prega peças, lutamos a vida inteira para alcançar objetivos, e de repente percebemos que deixamos para trás lembranças de tempos que não voltarão mais.
Valdir Roberto Gonçalves Mucheroni - RG 20.496.557-3