Emerson Nunes dos Santos, 21 anos, o Me, que estava sendo investigado pela polícia por suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e os ataques a ônibus em Bauru, foi morto ontem à tarde, com um tiro no abdômen. Uma viatura da Força Tática da Polícia Militar (PM) avistou o carro de Santos e pediu que o jovem encostasse o veículo, no Parque Vista Alegre. Segundo a PM, o rapaz saiu do carro atirando contra os policiais, que revidaram. Ele foi socorrido, mas morreu depois de ser atendido no Pronto-Socorro Central.
Segundo informações da PM, Santos estava sendo investigado por suposto envolvimento nos incêndios a ônibus ocorridos na semana passada. Ele já tem passagens na polícia por furto. Quando a viatura avistou o carro do rapaz, um Golf vermelho placas BPP 2968, solicitou que ele parasse o veículo. Santos não chegou a estacionar o veículo. Parou o carro no meio da rua e teria saído já com arma em punho. Ele teria disparado três vezes contra os policiais. Um dos tiros acertou o pára-brisa da viatura.
Os três policiais da Força Tática revidaram e atingiram Santos uma vez. O disparo acertou o abdômen do rapaz e saiu pela lateral das costas. Os policiais chamaram reforços para preservar a cena e levaram Santos ao PSC. Na rua, duas poças de sangue marcavam o local que Santos foi atingido. Enquanto outras viaturas da PM cercavam o local, muitos curiosos foram se reunindo no cruzamento. Logo, familiares de Santos chegaram no lugar. O irmão e a esposa, que estava muito abalada, se dirigiram até o PSC, para acompanhar o socorro. O irmão não falou com o JC.
A ação foi muito rápida, contam os moradores próximo ao cruzamento da rua Cônego Aníbal Difrância e avenida dos Cravos, onde aconteceu a troca de tiros. “Não deu para ver nada. Só ouvimos os policiais mandarem abaixar”, conta um comerciante. “Não deu para ver nada, mas o cara é louco. Sair assim, com arma na mão”, diz um rapaz que estava dentro de um estabelecimento próximo. “É a primeira vez que acontece isso por aqui. Só ouvi a polícia mandando abaixar e a gente foi para trás do balcão”, conta um terceiro comerciante.
Esse é o terceiro suspeito de envolvimento com o PCC que é morto pela polícia em Bauru. Dois rapazes foram baleados e morreram no início do mês, quando a PM invadiu uma chácara no Vale do Igapó onde foram localizadas 890 pedras de crack, acessórios para embalar o entorpecente e R$ 1.100,00 em dinheiro.