Polícia

PM acha crack em casa de suspeito de integrar PCC

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Militar (PM) apreendeu 400 gramas de crack ontem à tarde em Bauru em uma casa, no Jardim da Grama, que estava desabitada. O imóvel havia sido alugada por Alan Carlos da Silva, um dos sete homens presos em Bauru neste mês acusados de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e ter coordenado os ataques a ônibus na cidade. A suspeita é que Silva usava a residência apenas para guardar entorpecentes.

A droga renderia cerca de 400 porções, vendidas a R$ 10,00 a unidade. A apreensão ocorreu após a PM receber denúncia anônima de que a casa estava sendo usada para ação criminosa. Ao levantar informações para pedir autorização judicial para busca, a polícia descobriu que o imóvel estava alugado por Silva, que foi preso no sábado juntamente com mais dois homens, sendo um deles Fabiano de Oliveira Tomaz, considerado o “cabeça” do PCC em Bauru e região.

O tenente Milton Maciel de Moraes, comandante da Base Leste da PM e que coordenou a operação policial que resultou na apreensão, conta que os vizinhos relataram que Silva aparecia na residência vez ou outra e sempre durante o dia. Ele era considerado boa pessoa, inclusive bem educada, cujas ações nunca haviam levantado suspeita na vizinhança.

Na casa de quatro cômodos e localizada nos fundos de outro imóvel, haviam poucos móveis. E debaixo do sofá os policiais localizaram os 400 gramas de crack em uma única pedra, devidamente embalada. “As circunstâncias nos levam a acreditar que a casa era usada apenas para guardar a droga. Ele (Alan Carlos da Silva) não morava lá”, comenta o tenente.

A droga foi apreendida e Silva deve ser indiciado pela posse do entorpecente, uma vez que a casa está alugada em seu nome. No sábado, Silva foi preso numa operação conjunta deflagrada pelas polícias Civil e Militar. Ele, assim como Tomaz e Jeferson Santana de Oliveira, o terceiro homem preso na ocasião, em um campo de futebol na Vila Dutra, também estariam envolvidos num roubo efetuado há 20 dias em uma empresa de painéis, na Vila Cardia, quando um policial aposentado foi baleado.

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