Jaú - Enquanto as indústrias de calçados tentam sair da crise com a realização de novos contratos e investimentos em componentes, os empregados do setor querem, além de garantir o emprego, negociar a reposição salarial da categoria.
No último sábado foi realizada uma assembléia com os funcionários da indústria calçadista de Jaú, na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados.
Os trabalhadores se reuniram para analisar a proposta de reajuste salarial oferecida pelos empresários à categoria.
Segundo a presidente do sindicato, Sônia Regina Fernandes, a assembléia rejeitou a oferta de apenas repor a inflação acumulada nos últimos doze meses (2,8%), oferecida por eles. Fernandes explica que os trabalhadores esperam, além da reposição da inflação, um reajuste real no salário em torno de 10% e aumento no valor da cesta básica, além de outros benefícios.
“Estamos conversando, mas ainda não chegamos a um acordo. Já evoluiu em alguns pontos. Nós temos até hoje para definir alguma coisa e levar para a assembléia (no sábado)”, conta Fernandes, lembrando que no próximo sábado haverá uma nova assembléia.
Ajuda
O governo Federal, através do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), anunciou nesta semana a ampliação no número de parcelas do seguro-desemprego para os trabalhadores demitidos na indústria calçadista.
A medida visa ajudar os trabalhadores da área que ficaram desempregados em virtude da crise no setor. Eles terão direito a duas parcelas adicionais do seguro-desemprego.
Apesar de paliativa, Fernandes acredita que a medida deve amparar os trabalhadores. “Ele (o governo) já tinha feito isso no setor calçadista no começo do ano. Seria uma forma de estar amparando os trabalhadores”, conclui.