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Advogada de Marcola e mais 20 ligados ao PCC estão na prisão

Folhapress
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São Paulo - A advogada Maria Cristina de Souza Rachado, defensora do líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outras 20 pessoas ligadas à cúpula da organização criminosa foram presas, entre a tarde de quarta-feira e ontem, nas regiões norte e oeste da Capital.

A operação envolveu cem homens do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic) e do setor de inteligência da Polícia Federal. Em 19 de junho, Maria Cristina foi suspensa, por um período de 90 dias, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sob a suspeita de ter comprado por R$ 200,00 a gravação de uma audiência reservada de dois delegados da Polícia Civil de São Paulo - Rui Ferraz Fontes e Godofredo Bittencourt - à CPI do Tráfico de Armas.

Na manhã de ontem, a advogada foi presa em seu escritório, na Casa Verde (zona norte), sob a acusação de formação de quadrilha. As prisões ocorridas ontem são conseqüência de uma investigação que começou em abril, quando o Deic soube que criminosos do PCC mantinham uma base de operação financeira e de tráfico de drogas na zona oeste da Capital.

Também foram presas pessoas que têm grande importância nas ações criminosas do PCC do lado de fora das prisões paulistas, segundo a polícia. Uma dessas prisões é a de Marilene Simões, a Marlene, apontada como a tesoureira do PCC. Era ela quem, segundo Fontes, fazia a contabilidade do dinheiro que o PCC arrecada no tráfico de drogas no Estado.

Leandro Souza de Queiroz, o Leandrinho, foi preso acusado de ser o responsável por fiscalizar as ações financeiras de Marilene e de arrecadar dinheiro para o grupo.

Apontado como “piloto” (espécie de gerente do PCC) da facção para a região oeste da capital, Alex Claudino dos Santos, também foi preso. Para a polícia, mais da metade dos 21 presos têm participação direta com os ataques contra as forças de segurança do Estado ocorridos em maio.

Eles foram flagrados em conversas telefônicas com o “sintonia geral” ( responsável pela retransmissão de ordens a cúpula do grupo) Ronaldo de Simone, o Elefante Branco - irmão de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e aliado de Marcola. Assim como Elefante Branco, um outro “sintonia” do grupo criminoso, David Magalhães, o Zé da Muleta, também de dentro da prisão e com um telefone celular, deu ordens para que os ataques de maio.

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