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Anima Mundi estréia 4ª feira em SP

Folhapress
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A 14.ª edição do Anima Mundi até reservou um espaço especial para os filmes infantis. Mas não dá para negar que os adultos são os que mais se divertem, assistindo a animações que tratam de temas sérios e utilizam as mais variadas técnicas. São 433 títulos - quase todos curtas-metragens - de 40 países, a partir de quarta (26), no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Como sempre neste tipo de festival, a tarefa de separar o joio do trigo não é nada fácil. Afinal, cada sessão exibe, em média, sete filmes. Mas dá para destacar alguns nomes de peso do cardápio. Na lista de convidados que farão palestras e oficinas estão o americano John Canemaker, o israelense Gil Alkabetz, o canadense Richard Reeves e o japonês Kihachiro Kawamoto, todos com filmes em sessões especiais.

O inglês Ian Mackinnon, responsável pelo longa ‘A Noiva-Cadáver’, esteve na edição carioca do Rio, mas não vem a São Paulo. Mas o paulistano poderá conferir uma seleção de curtas da sua produtora Mackinnon & Saunders, especializada em criar bonecos para animação com a técnica “stop motion”.

Entre os 66 filmes nacionais, há dois longas-metragens: o aguardado ‘Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock’n’Roll’, de Otto Guerra, e o infantil ‘Brichos’, de Paulo Muñoz e Tadao Miaqui. Dos curtas, vale conferir ‘Tyger’, de Guilherme Marcondes, que utiliza diversas técnicas para fazer uma composição visual de um poema de William Blake.

A variedade de técnicas, aliás, é uma das atrações. Embora a animação digital predomine, ainda é possível ver muita criatividade em desenhos com linguagem mais tradicional. Temas políticos e sociais também brotaram aos montes. O francês ‘Flesh’, de Edouard Salier, lembra os ataques ao World Trade Center enquanto o polonês ‘Wojna’, de Agnieszka Kruczek, mostra uma escola atingida por balas perdidas. É animado, mas também é coisa séria.

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