São Paulo - No dia em que se viu estacionado na pesquisa Datafolha com 15% das intenções de voto, o candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, reforçou o discurso de ser o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, por outro lado, transferiu ao partido o ônus pelos elevados índices de sua rejeição: 17%. “Minha rejeição pessoal é muito baixa. Evidente que deve ter alguma rejeição pessoal, mas é uma rejeição partidária”, afirmou o petista durante campanha pela grande São Paulo.
Ainda sobre a pesquisa, o senador desprezou o crescimento de Orestes Quércia (PMDB), que encostou em Mercadante com 11% (margem de erro de dois pontos), e disse que a disputa será restrita a PT e PSDB. “A eleição vai polarizar. Vai ser Lula, Mercadante, Alckmin e Serra. Há muito tempo é assim, desde que (o ex-prefeito Paulo) Maluf perdeu espaço.” Já sobre o desempenho do tucano José Serra (48%), o petista disse vê-lo como reflexo das eleições anteriores. “Sempre há um fenômeno nas eleições que é o recall”, afirmou ele.