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Candidatos gastarão R$ 20 bi, diz TSE

Por Silvana de Freitas | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Se todos os candidatos gastarem o valor máximo que declararam à Justiça Eleitoral, as campanhas deste ano irão custar R$ 19,793 bilhões, e, ao final das eleições, cada um dos inscritos para a disputa prestarão contas de uma despesa de R$ 1,049 milhão, na média. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou ontem a soma do limite de gastos declarados por todos os 18.859 candidatos aos cargos de presidente da República, governador, senador e deputado federal, estadual e distrital.

Em seis Estados, a soma dos limites de gastos de cada campanha supera R$ 1 bilhão: São Paulo (R$ 4,768 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 2,700 bilhões), Amazonas (R$ 1,226 bilhão), Minas Gerais (R$ 1,126 bilhão), Mato Grosso (R$ 1,123 bilhão) e Paraná (R$ 1,047 bilhão). Entre esses Estados, o valor médio do teto de campanha é maior em Mato Grosso (R$ 3,861 milhões) e Amazonas (R$ 2,738 milhões).

No outro extremo, há três Estados onde esse total é menor que R$ 100 milhões: Acre (R$ 70,416 milhões), Amapá (R$ 73,051 milhões) e Sergipe (R$ 97,650 milhões). Os R$ 19,793 bilhões da despesa máxima nacional equivale ao desembolso do governo federal com o sistema de saúde em um semestre. O valor é muito superior aos R$ 881 milhões estimados com o financiamento público de campanha. O TSE não dispõe de dados das eleições passadas para comparação.

Ao pedir o registro de suas candidaturas, cada partido declara o teto de cada campanha. Eles não podem ultrapassá-lo, mas a arrecadação pode ser bem menor. O presidente do tribunal, ministro Marco Aurélio de Mello, considerou “estarrecedora” a cifra obtida. Já o corregedor-geral das eleições e ministro do TSE Cesar Asfor Rocha disse que o valor é superior aos de outras eleições. Para Rocha, o meio político está preocupado em fazer previsões mais realistas e evitar o caixa dois.

Dos 18.859 candidatos, oito concorrem a presidente, 197 a governador, 223 a senador, 5.314 a deputado federal e 13.117 a deputado estadual ou distrital. O maior teto de campanha foi de R$ 800 milhões, declarado por Kelson Jorge Abrão, que disputa uma cadeira de deputado estadual em Mato Grosso pelo PV.

Em segundo lugar, estão dois candidatos a deputado estadual do Amazonas pelo PTN, Joel Cavalcante de Oliveira e Francisco Lucieldo Lima, com R$ 500 milhões cada um, mais que os dois principais candidatos à Presidência. Lula fixou o seu teto em R$ 89 milhões, e Alckmin, em R$ 85 milhões. Cinco candidatos a deputado estadual, do Rio e do Tocantins, e um a deputado federal declararam que não irão gastar nada.

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