Regional

Jornalista entrega para o Ministério Público e polícia nomes de suspeitos

Da Redação
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Marília - O jornalista José Ursílio, diretor de jornalismo e marketing do Diário e das rádios Dirceu AM e Diário FM, entregou, ontem à tarde, ao Ministério Público (MP) e à Polícia Civil, nomes de suspeitos de envolvimento na organização, execução e projeto de fuga no atentado que, segundo ele, deveria ter provocado sua morte, na quarta-feira.

São informações de testemunhas e pessoas que procuraram a empresa para falar sobre a organização do crime cometido por Evandro Quini, 31 anos, preso depois de atirar duas vezes contra o motorista Almir Adauto Marcelo, 35 anos, que o teria confundido com o jornalista.

Ursílio disse que não vai divulgar detalhes porque assumiu compromisso com o MP e a polícia de não revelar o conteúdo das denúncias, de forma a não atrapalhar o trabalho de apuração. O conjunto de denúncias traz a base do trabalho dos “operadores” do esquema para a fuga de Evandro Quini, frustrada por sua prisão após o crime. Ele deveria ser resgatado perto do cruzamento das ruas Coronel Galdino e São Luiz, onde foi preso.

Ontem, a polícia ouviu mais dois policiais militares que teriam acompanhado a prisão de Quini, logo após o crime. Os policiais teriam confirmado a versão de dois outros colegas. Quini teria dito: “Matei o José Ursílio”.

Segundo os policiais que fizeram a prisão, Quini teria repetido a frase duas vezes, no caminho para o Hospital das Clínicas e na chegada ao hospital. O relato consta no depoimento dos dois policiais feito à Polícia Civil, e no Boletim de Ocorrência da PM. A polícia prosseguiu ontem com a investigação do caso, que tem apuração agilizada por determinação da Delegacia Seccional. A polícia já reúne depoimentos e intimou várias pessoas para serem ouvidas.

A polícia esperava para ontem ou hoje o resultado da perícia feita pelo Instituto de Criminalística (IC) no aparelho celular apreendido com Quini, durante a prisão.

O aparelho teve o visor de cristal líquido danificado, provavelmente na luta com a vítima. O aparelho contém números telefônicos das últimas ligações feitas pelo acusado e quem ligou para ele recentemente, além de números que constam na agenda do aparelho.

A polícia também já solicitou à Justiça a quebra do sigilo telefônico do acusado referente ao telefone apreendido. Quini foi ouvido na delegacia logo após o crime e ficou em silêncio. No mesmo dia, ele foi procurado por equipe de policiais na cadeia e manteve a postura de só falar sobre o caso na fase judicial.

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