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Indústria vende setor de produção

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Os cerca de 60 funcionários da Rialto, indústria bauruense que fabrica produtos em concreto, estão em alerta. A empresa encerrou suas atividades após 60 anos de atuação e vendeu seu setor de produção para outra companhia. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (SindCosnt), os empregados da Rialto estão inseguros quanto ao futuro. “O estado de ânimo deles é de ansiedade”, descreve Cláudio da Silva Gomes, presidente da entidade.

Segundo ele, o sindicato foi procurado pelos advogados da empresa. “Eles explicaram que ela está financeiramente inviável e pediram para conversarmos com os funcionários”. Segundo Gomes, os empregados da Rialto ainda não foram demitidos oficialmente. Ontem à tarde, foi realizada uma assembléia para discutir a forma como eles receberão as indenizações pelo desligamento. “Eles aceitam o parcelamento, já que a empresa alegou não ter como pagar de os vencimentos para todos, de uma só vez, mas desde que seja num tempo razoável”, observa.

Como a empresa foi negociada, duas propostas foram elaboradas: uma para os funcionários que não serão aproveitados na nova indústria, com um prazo mais imediato, e outra para os que forem admitidos, com vencimentos mais longos. O sindicato está acompanhando a transição da empresa. A Rialto, de acordo com Gomes, já foi uma das maiores indústrias de produtos de concreto do Estado, fabricando tubulações, guias com sarjeta e moirões de cercas. “É uma empresa que sobrevive de obras públicas”, observa Gomes.

Alguns dos funcionários estavam há mais de 20 anos na empresa. “Gente que dedicou a vida lá. E que agora, não conhece o mercado de trabalho. E mesmo para os novatos, a sensação é de insegurança. Muitos tinham projeto e depositado expectativas”, descreve Gomes. O Jornal da Cidade tentou entrar em contato com os responsáveis pela empresa, mas eles não foram encontrados.

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