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Recinto Mello Moraes se transforma na ‘cidade do cavalo quarto de milha’

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Durante dez dias o Recinto Mello Moraes se transformou em uma verdadeira cidade do cavalo quarto de milha. E com números prósperos. Cerca de seis mil pessoas entre criadores, competidores e visitantes ao dia, que movimentaram R$ 5 milhões em leilões. Comércio, “bairros” formado por trailers e até sistema de coleta de lixo. Não faltou nada na infra-estrutura montada pela Associação Rural do Centro-Oeste Paulista (Arco) e criadores da raça da região e do País para o 29.º Campeonato Nacional do Cavalo Quarto de Milha e 27.ª edição do Potro do Futuro, que se encerraram ontem.

Ricardo Abrantes Rodrigues veio com dois filhos de Canela (RS), uma viagem de 1,2 mil quilômetros. “Muita gente veio, trouxe a família. Não faltou água, energia elétrica. Todo dia tinha gente recolhendo lixo. Eu gostei bastante”, avalia o criador, que prometeu voltar em novembro, com os seus quatro filhos. A única preocupação de Rodrigues é quanto ao estacionamento. “O espaço podia ser maior para os caminhões e trailers. Como a tendência é aumentar o número de participantes, o espaço poderia ser ampliado. Fora isso, a segurança e organização foram perfeitas”, elogia.

Durante os dez dias que ficou na cidade, a família de Ana Maria Félix, do Rio de Janeiro, permaneceu no recinto. Ela, o marido e as filhas dividiam espaço no trailer e participavam das provas. “Aqui, todos os criadores ficam próximos uns dos outros. E também perto do restante da estrutura do evento. É um meio muito familiar”, destaca a criadora. “Com certeza o recinto se transformou numa cidade”, diz.

Em cada uma das carretas e trailers, que custam de R$ 12 mil a R$ 100 mil, os competidores conviviam com a família e com os amigos. Criadores de Brasília, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul eram vizinhos nos estacionamentos. Às noites, a atração era acompanhar os leilões ou passear pelas barracas de comércio de produtos rurais e de moda country. “Mas não dá para ficar na noitada até muito tarde. O pessoal aqui acorda cedo para trabalhar”, lamenta o criador Antônio Augusto Junqueira, de Piracicaba. Para ele, o evento foi muito proveitoso. “Aqui é o lugar ideal para o evento”, diz.

Com uma equipe composta por cinco pessoas e 16 cavalos, Tiago Bernardes conta que já estava treinando há três meses para as provas. Ele, o pai e o irmão vieram de Araçatuba para participar do evento. “Aqui, foram 10 dias trabalhando 24 horas”, conta. E ele garante que valeu a pena. A equipe saiu com 27 prêmios, sendo 13 primeiros lugares.

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