São Paulo - Reunida às vésperas da estréia no Mundial masculino, a Seleção Brasileira faz hoje, no Rio, contra a Nova Zelândia, seu primeiro amistoso preparatório para o campeonato, que será em agosto, no Japão. “Temos pouco tempo para treinar, por isso a ênfase agora será na parte tática”, conta o técnico Aluisio Ferreira, o Lula. O Brasil foi o penúltimo país a reunir os comandados. O grupo começou sua preparação na última quinta-feira, no Rio.
O principal desfalque é o ala-pivô Nenê, do Denver. O jogador, que divide com Leandrinho o posto de principal astro do país, havia anunciado em abril sua volta à seleção, após promover boicote. Porém desistiu por ainda estar se recuperando de uma cirurgia no joelho direito que o tirou de ação durante quase toda a última temporada da NBA.
“Sem o Nenê, cresce a minha responsabilidade. Mas quero assumir esse papel. E um mês é tempo pra caramba para treinar”, diz o armador Leandrinho, que integrou o Phoenix, finalista da Conferência Oeste da liga americana em 2005/06.
Não bastasse a ausência de Nenê, Lula também perdeu o pivô Baby, outra boa opção para o garrafão, que assumiu compromissos com o Utah, time para o qual se transferiu após fracassar no Toronto.
Outra alternativa para o setor, o pivô João Paulo, que se destacou no campeonato universitário dos EUA e participou do último “draft” (escolha de calouros para a NBA), também pediu para ficar fora. Ele disputa liga de verão ainda em busca de vaga na milionária NBA.
“Temos seis jogadores que já haviam sido pré-convocados. Deles deve sair nossa equipe titular. Se bem que, para enfrentar um campeonato tão duro como o Mundial, vou precisar da participação mais efetiva de uns nove ou dez atletas”, contabiliza Lula, referindo-se a Leandrinho, Alex, Marcelinho Machado, Anderson Varejão, Guilherme e Tiago Splitter.