Polícia

Cancela da rua Antônio Alves está com defeito

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A cancela instalada na rua Antônio Alves, área central de Bauru, para regular a passagem de veículos sobre a linha férrea, está com defeito. No sábado, Vânia Carina Dalla Chiara sofreu um acidente ao passar pelo local com seu Honda Civic, placas DHZ 4430, de Bauru. Ela foi pega de surpresa. “Eu estava transitando pela via e, quando fui transpor a linha férrea, a cancela começou a baixar”, conta.

Desesperada com a possibilidade de a cancela bater em seu veículo, ela engatou marcha a ré e acabou colidindo com uma moto que transitava atrás do Honda. Os danos não foram de grande monta porque ela percebeu rapidamente o defeito da cancela. “Acho um absurdo deixarem a cancela daquele jeito, sem aviso”, critica.

No domingo, a cancela continuava sem funcionar, mas a sirene avisando o momento da travessia de trens estava em operação. A assessoria de imprensa da América Latina Logística (ALL), que há pouco mais de um mês assumiu o controle da Brasil Ferrovias (ferrovias Ferroban, Ferronorte e Novoeste), informou que enviou uma equipe para avaliar o problema na cancela, que concluiu que pode ter havido ato de vandalismo.

A empresa acredita que o aparelho responsável pelo acionamento da cancela tenha sido sabotado, fazendo com que o sistema elétrico fosse acionado. Isto porque o aparelho e a cancela não apresentavam nenhum defeito. A ALL registrou boletim de ocorrência e informou que a circulação dos trens no local seria feita com precaução, utilizando uma velocidade mais baixa que a normal.

A ALL informa, ainda, que a cancela é acionada quando o trem está a cerca de 200 metros da passagem em nível (cruzamento da linha férrea com a rua). Os motoristas devem parar e aguardar a passagem da composição para seguirem adiante.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, a linha férrea é preferencial, e é considerada infração gravíssima (sujeito a perda de sete pontos na carteira) transpô-la sem parar. Isso porque o trem, ao contrário de outros veículos, leva mais de 500 metros para parar totalmente, mesmo após o maquinista acionar os freios, lembra a assessoria da ALL. Os maquinistas utilizam a buzina para alertar motoristas distraídos ou que desrespeitem a lei de trânsito, colocando suas vidas em risco.

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