Polícia

Mais de 10 dias após ataques atribuídos ao PCC, ainda há interdições em Bauru

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Os últimos ataques a ônibus em Bauru atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) ocorreram no dia 13, mas imediações de prédios considerados alvos em potencial da facção criminosa ainda continuam interditados para o trânsito de veículo. É o caso do prédio da Vara de Execuções Penais, onde os cones impedem a travessia de veículos no acesso da rodovia Marechal Rondon à avenida Cruzeiro do Sul, e da sede do Departamento de Polícia Judiciária-4 (Deinter-4), na Bela Vista.

A Base Centro da Polícia Militar, localizada na Praça Machado de Mello, continua com cavaletes impedindo o trânsito em uma das ruas laterais no período noturno. Também continuam as barreiras físicas restringindo o trânsito em frente das unidades do Corpo de Bombeiros da rua Marcondes Salgado e Distrito Industrial. O objetivo da interdição ou restrição ao trânsito é dificultar um eventual ataque a estes prédios.

No entanto, para alguns a medida já é desnecessária. Irma Souza, por exemplo, acha que a restrição ou interdição do trânsito causa transtornos. Ela conta que precisou ajudar uma pessoa que chegava a Bauru de carro e que, por conta da interdição do acesso da rodovia Marechal Rondon à avenida Cruzeiro do Sul, ficou perdida.

A PM informa que a interdição continua, por precaução, em locais considerados mais vulneráveis a uma ação de criminosos. “A segurança física das bases comunitárias da PM é um assunto restrito aos comandantes de companhias. Eles decidem pela desinterdição ou não com base em informações sobre a segurança. Nós estamos ainda com cautela reforçada pela proximidade dos eventos que aconteceram aqui em Bauru”, explica o major Wellington Luiz Dorian Venezian, comandante operacional do 4º Batalhão da Polícia Militar do Interior-4.

Ele ressalta que nas imediações de várias unidades da PM em Bauru, que durante e dias posteriores aos ataques na cidade haviam sido totalmente fechadas ao trânsito, atualmente há apenas restrição de circulação. Ele defende precaução na liberação total do trânsito em locais considerados alvos em potencial dos criminosos por conta do histórico de ataques. “Os alvos foram quase todos órgãos públicos, exceto os ônibus, que também é um serviço de concessão pública”, comenta.

Em Bauru, na onda de ataques do início do mês, foram queimados cinco ônibus do transporte coletivo, danificada uma Kombi da prefeitura e registrada uma tentativa de incêndio na Regional Administrativa São Geraldo, além de um incêndio a uma loja de conveniência de posto de gasolina. Em maio, foram registrados disparos de tiros contra duas delegacias da Polícia Civil prédio da Vara das Execuções Penais na cidade.

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