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Suzane deverá fabricar prendedores na prisão

Folhapress
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São Paulo - Condenada a 39 anos e seis meses de reclusão pelo assassinato dos pais, Suzane von Richthofen, 22 anos, deve fabricar prendedores de roupa, manualmente, durante sua permanência no Centro de Ressocialização de Rio Claro (175 km de SP).

O serviço, de segunda a sexta-feira, por oito horas diárias, lhe renderá salário de R$ 50 mensais e reduzirá em um dia sua pena a cada três trabalhados, em acordo à legislação brasileira.

Os últimos acertos para o trabalho devem ser feitos nesta semana pela direção da unidade. Levando em consideração que ela trabalhará somente nos dias de semana, serão descontados 90 dias de sua pena a cada ano trabalhado. Para diminuir um ano da pena, a condenada por duplo assassinato terá de prestar serviços por quatro anos. Nesse ritmo, precisará trabalhar aproximadamente 33 anos para acabar com sua pena integral.

De acordo com funcionárias da prisão, o trabalho com prendedores de roupa é a opção às detentas quando se acabam as vagas nas outras oficinas oferecidas, como corte e costura, enfermaria, cosméticos, tricô e crochê, além de serviços internos. Empresas interessadas na mão-de-obra das detentas fecham contrato com a unidade prisional e apontam a quantidade de presas necessárias para determinada tarefa.

Anteriormente, Suzane já havia trabalhado no ambulatório da mesma prisão, agendando consultas. Também atuou com artesanato. “A Suzane está no aguardo da decisão da diretora (do Centro de Ressocialização). Tudo será acertado esta semana”, afirmou. De acordo com Barni, durante a visita que fez a Suzane anteontem, ela pouco falou sobre o trabalho com prendedores de roupa. “Está ainda muito cansada.”

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) não esclareceu o trabalho a ser feito por Suzane. Segundo a assessoria, o órgão não pode fazer pronunciamentos sobre cada preso, individualmente.

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