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Críticas

Marcelo Ferrazoli
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Mas os cicloturistas Marcelo de Rezende e Carlos Coelho não fazem apenas elogios à Estrada Real e dão dicas valiosas para quem um dia pensar em encarar o mesmo desafio. “É um passeio que dá para ser feito por diversos meios de transporte, como carros, jipes e motos. Mas ele tem seus problemas”, relata Marcelo de Rezende.

Segundo Rezende, o trecho mineiro da estrada é bem sinalizado e com piso em boas condições, pois não possui areia e é composto predominantemente por terra batida com cascalho. “Mas, ao sair de Minas Gerais, a situação muda muito e a infra-estrutura, principalmente de sinalização, fica muito a desejar”, afirma.

Além disso, Rezende critica a falta de consciência turística dos visitantes da Estrada Real pelos atos de vandalismo cometido contra monumentos, como os marcos existentes ao longo do caminho. “Vi alguns marcos que tiveram objetos roubados. A Estrada Real é um projeto que não está contando com a colaboração dos turistas, mas ela deveria ser muito valorizada. Em seu caminho há mais igrejas que o de Santiago de Compostela”, valoriza. “Infelizmente, o vandalismo é algo cultural do brasileiro. É uma pena”, completa Carlos Coelho.

Por fim, Rezende recomenda atenção redobrada com as informações obtidas com populares. “É melhor obtê-las junto aos postos de informações turísticas ou nas bases policiais existentes nas cidades. Isso porque, em um determinado momento da viagem, nos perdemos graças a uma informação errada passada por uma pessoa que capinava um canteiro às margens de uma rodovia”, recorda o ciclista.

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