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Ex-prefeito nega ligação com máfia durante gestão na Saúde

Folhapress
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Guaratinguetá - O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, refutou ontem qualquer envolvimento de sua gestão no Ministério da Saúde com a máfia dos sanguessugas. Serra foi ministro da Saúde entre março de 1998 e fevereiro de 2002, no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso.

A quadrilha dos sanguessugas começou a funcionar em 2000, segundo a Polícia Federal (PF). Serra foi questionado sobre a declaração de Luiz Antônio Vedoin, um dos donos da Planam, de que torcia pela vitória do tucano na eleição presidencial de 2002. A Planam é a empresa que forneceu ambulâncias superfaturadas a prefeituras por meio de emendas superfaturadas ao Orçamento da União feitas por deputados e senadores.

Vedoin disse que os pagamentos pelas ambulâncias nunca atrasavam no governo FHC e que, por isso, queria que Serra fosse eleito presidente. Vedoin não fala em nenhum momento que Serra estaria envolvido com a máfia.

Em campanha em Guaratinguetá (SP), Serra afirmou: “Nós nunca criamos dificuldades para vender facilidades. Eu não tenho a menor idéia de quem seja esse senhor (Vedoin) nem essa questão toda que envolve ambulâncias, essa corrupção toda, nunca tive nenhuma idéia a esse respeito”. Em seguida, concluiu: “A nossa gestão (no Ministério da Saúde) foi a gestão que brigou contra interesses para reduzir preços, para combater a corrupção”.

O tucano também declarou que, enquanto chefiou a Saúde, nenhuma ambulância foi comprada diretamente pela pasta. Sobre as emendas dos parlamentares, o candidato afirmou que elas são de responsabilidade dos seus autores. Ao falar especificamente sobre a torcida de Vedoin, Serra disse que a declaração do dono da Planam não faz sentido. “O fato de ele esperar que eu fosse eleito não significa nada. Se isso significa envolver [com a máfia dos sanguessugas], eu não sei o que quer dizer envolvimento.”

Berzoini

O tucano também criticou o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP). Anteotem, o petista disse que a gestão de Serra na Saúde deveria ser investigada. “Isso é uma tentativa de envolver com o mar de lama quem não está dentro da lama. Eu fui ministro da Saúde e tenho um orgulho enorme da minha gestão”, afirmou o tucano.

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