Regional

Concurso é questionado com representação ao MP de Jaú

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Itapuí - Ao mesmo tempo em que os ex-agentes de saúde do antigo Programa Saúde da Família cobram o recebimento do salário atrasado na Justiça, uma representante do grupo também entrou com uma representação no Ministério Público (MP) de Jaú para que seja investigada a realização do concurso público ocorrido na cidade há cerca de 12 dias.

Eles alegam que, possivelmente, houve falta de lisura na realização do concurso.

Na ocasião, cerca de 37 profissionais da área da saúde foram selecionados para integrar as três equipes médicas e duas odontológicas que compõem o novo PSF, agora administrado pela Oscip Fênix do Brasil, uma Organização Não Governamental de São Paulo.

A ex-agente de saúde Daniele Siamengi conta que o concurso foi realizado em duas etapas, sendo que a primeira consistia em uma prova de múltipla escolha e na segunda etapa foi feita uma redação seguida de entrevista. Ela questiona quais seriam os critérios utilizados pela organização do concurso na segunda etapa.

“A primeira etapa foi uma prova de múltipla escolha. No segundo caso seria uma entrevista e uma redação. Mas não foi uma entrevista. Foi uma dinâmica com psicólogos e assistente social. É complicado porque a gente não sabe quais foram os critérios que eles utilizaram para avaliar a gente”, lamenta.

A enfermeira Ana Paula de Lima Barbosa disse à reportagem achar estranho que não tenha conseguido ficar entre os selecionados na primeira fase da seleção e que, após pedir revisão da prova, tenha ficado em primeiro lugar, para em seguida ser reprovada na segunda fase do concurso. “Eu não fui nem classificada. Pedi revisão de prova e fiquei em primeiro lugar. Depois teve a redação e uma entrevista, uma dinâmica em grupo. Aí me barraram”, conclui.

Segundo a diretora de Saúde do município, Deise Maria Raduan Simão, a responsabilidade pelo organização do concurso ficou com a nova gerenciadora do programa. “Nós deixamos a cargo integralmente da Oscip esta questão do processo seletivo porque a gente sabe que isso sempre é uma questão polêmica”, comenta, ressaltando que a parceria com a ONG foi necessária para que o município pudesse atender às necessidades do programa e não ferisse os princípios do Tribunal de Contas.

“Nós fizemos termo de parceria com a Oscip porque a gente queria fazer alguma coisa que realmente atendesse às necessidades do programa”, conclui, lembrando que a questão foi aprovada pelo Conselho Municipal de Saúde.

De acordo com a diretora, a atual equipe do PSF já está atuando no município na sede instalada no Centro de Saúde Doutor Nestor Cardoso. Segundo Simão, a equipe participou de um workshop e deverá ser treinada, por setor, nos próximos dias.

A reportagem do JC tentou entrar em contato por telefone com representantes da Oscip Fênix do Brasil, em Itapuí, mas não encontrou ninguém para comentar o assunto.

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