Regional

Jaú está em estado de alerta com risco de racionar água

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Com a escassez de chuvas, baixa umidade do ar e reservatórios trabalhando com pouco mais de 50% da capacidade, a cidade de Jaú (47 quilômetros de Bauru) está em alerta com possibilidade real de racionar água.

O assessor de comunicação e marketing do Serviço de Água e Esgoto do Município de Jaú (Saemja), Antonio Carlos Piesigilli, garante que se não fosse a água retirada de 15 poços artesianos, a cidade já estaria racionando. De acordo com Piesigilli, há mais de 140 dias não chove na cidade.

“Choveu pouco e nada contribuiu para minorar a situação. Precisamos pelo menos de 150 milímetros concentrados nas cabeceiras dos mananciais”, define Piesigilli.

Ele explica que as ondas de calor, como as registradas desde o último domingo, fazem o consumo de água subir. O risco de racionamento aumentou também pela elevação da temperatura que se soma, agora, à baixa umidade relativa do ar e ao grande período sem chuvas.

“Estamos em estado de alerta porque, nos últimos quatro dias, a temperatura tem se elevado. Se a população não diminuir o consumo, a gente vai ter que tomar outras atitudes”, ressalta.

Estiagem

Segundo Piesigilli, o município atravessa uma das maiores estiagens dos últimos tempos. Em decorrência da falta de chuvas nas cabeceiras dos rios que abastecem a cidade, os poços artesianos têm sido a alternativa para garantir o abastecimento.

“Nossos mananciais estão trabalhando com pouco mais de 50% da sua capacidade ideal. Não fosse a rede de poços artesianos e a temperatura amena na maioria dos dias de inverno, teríamos enormes problemas para manter os níveis satisfatórios”, salienta.

Como não há previsão de chuvas, o Saemja antecipou a campanha de orientação para que a população evite o desperdício, como lavar quintal, calçada e carros.

O corpo-a-corpo tem sido intensificado com palestras em clubes de serviço, sociedade e amigos de bairros.

No período de aulas, os estudantes jauenses foram sensibilizados, o que para a autarquia representa certeza na multiplicação das orientações. Piesigilli garante que a campanha de conscientização já atingiu mais 40.000 pessoas.

Sistema

Jaú retira água de vários mananciais para abastecer 42 mil pontos de ligações. Piesigilli explica que o sistema é composto por duas Estações de Tratamento (ETAs), além de uma mini-estação. A ETA1 é abastecida pelos córregos Santo Antonio, João da Velha e São Joaquim.

A três quilômetros do Centro, a represa São Joaquim é uma das mais afetadas pela longa estiagem.

A ETA 2 é servida pelo córrego Mandaguahy. A mini-estação capta água do manancial dos Pires. O manancial chamado “Borralho”, localizado no município de Dois Córregos, abastece o reservatório “Zezinho Magalhães”.

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