Regional

Bairros de Marília enfrentam falta d’água

Por Aline Gomes | Folha de Marília Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - A estiagem prolongada está acarretando diversos problemas no abastecimento de água de Marília (100 quilômetros de Bauru). A represa Cascata foi inutilizada temporariamente, a capacidade do Sistema de abastecimento Peixe-Arrependido está com a sua capacidade reduzida em 60% e o rio do Peixe está com o nível mais baixo de toda a sua história.

De janeiro a junho deste ano choveu 478 milímetros em Marília, contra 683 milímetros registrados no mesmo período do ano passado. A falta de chuva atinge praticamente todo o Estado de São Paulo e várias regiões do Sul e Sudeste. A meteorologia prevê chuvas abundantes apenas a partir de setembro.

A população da zona norte de Marília está sofrendo com a falta d’água devido ao baixo nível dos reservatórios que abastecem a cidade. Há cerca de 50 dias não chove em Marília. Moradores dos bairros Parque das Nações, Primavera e Parque Nova Almeida reclamam de que o abastecimento de água está deficiente desde a semana passada.

Os moradores do Jardim Santa Antonieta, zona norte da cidade, estão ficando a maior parte do dia sem água. “Hoje (ontem) a água chegou por volta das 17h, ficamos a manhã e a tarde toda sem água. Não consegui lavar roupa, nem louças e as crianças estão sem tomar banho. Agora vou aproveitar para fazer todo o serviço atrasado, pois logo vai faltar novamente”, disse a dona-de-casa Vera Lúcia Ferreira.

Segundo a coordenadora de relações institucionais do Departamento de Água e Esgoto de Marília (Daem), Célia Ribeiro, diante do agravamento dos problemas provocados pela estiagem foram definidas algumas medidas emergenciais. “Foram acelerados os trabalhos de instalação e funcionamento do poço já perfurado no Jardim Primavera, na zona norte, uma região que vem sendo afetada diretamente. Técnicos e engenheiros trabalham para que dentro de poucos dias a obra seja concluída”.

Ampliação

O Daem iniciou também as obras de ampliação da capacidade de captação do Sistema Peixe-Arrependido que, em períodos normais, responde pelo abastecimento de 50% da cidade. “O Daem deverá contratar, em regime de locação, caminhões-pipa para garantir o fornecimento de água nas escolas, creches, asilos, hospitais e bairros mais atingidos pela falta de abastecimento”, afirmou Ribeiro.

O Daem pede à população para que faça o uso racional da água, evitando lavar calçadas, quintais, carros etc. “A economia é necessária até que as chuvas atinjam a região restabelecendo o nível normal dos rios e represas”, explicou a coordenadora.

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