Política

Ex-diretor é reconvocado no caso caixa 2

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-diretor de Limpeza Pública da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), Jorge Roberto Monteiro, confirmou, no início da noite de ontem, que foi notificado a comparecer ao Ministério Público (MP) no próximo dia 2 de agosto, às 14 horas, para prestar informações sobre o procedimento que apura suposta ocorrência de caixa 2 na campanha eleitoral de 2004, que teve Tuga-Purini como a aliança vitoriosa.

Monteiro compareceu pessoalmente ao prédio da Promotoria para confirmar a notificação. Mas não se sabe se ele estará disposto a quebrar o silêncio algumas semanas após tentar desmentir as afirmações que ele mesmo fez diante do promotor de Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, no início de junho passado, onde se referiu, em detalhes, sobre a ocorrência de recebimento de contribuição financeira à campanha eleitoral de 2004.

Monteiro revelou ao promotor que participou dos contatos com representante da empreiteira Marquise, em São Paulo, em 2004, onde foram feitas as tratativas, segundo ele, para a suposta doação à campanha de Tuga. O ex-diretor contou, ainda, à Promotoria, na presença da reportagem do JC, que foi ele quem recebeu algumas das parcelas de valores que teria entregue diretamente ao comitê de campanha de Tuga, na época.

O promotor de Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, disse que o procedimento que apura o caixa 2 conta com pedido de diligências que serão preservados para não haver prejuízo ao levantamento. Masseli reforçou que a reconvocação de Jorge Monteiro já era prevista em razão dos depoimentos do prefeito Tuga Angerami e do vice-prefeito, Renato Purini, o terem excluído das conversações com suposto representante da empreiteira Marquise.

Além disso, Monteiro seria novamente chamado, conforme o promotor, em função de não ter confirmado as revelações sobre a denúncia, dias antes de prestar depoimento. A Promotoria aguarda o recebimento de informações sobre a composição de sócios da empreiteira e de cadastro junto à Receita Federal e Junta Comercial do Estado de São Paulo e Ceará, este último onde consta a sede da empreiteira.

A Promotoria deve optar pelo envio do procedimento para a área eleitoral e também à esfera criminal em Bauru. Conforme o pivô da denúncia, Jorge Monteiro, a empreiteira teria acertado colaborar com a campanha de Tuga-Purini com até R$ 400 mil em 2004, dinheiro que o ex-diretor disse ter recebido em São Paulo e encaminhado para Bauru, posição que ele manifestou na frente do promotor público e que, depois, tentou desmentir.

Nos bastidores, o ex-diretor mostrou decepção com o fato de não ter sido nomeado para cargo na Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab), no início deste ano, depois de ter sido exonerado pelo governo municipal sem explicações.

Comentários

Comentários