Turismo

Arraial d’Ajuda

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Viajar para a Bahia sem estresse, barracas lotadas, axé em excesso e “capetas” por todo o lado. É possível se o destino escolhido for Arraial d’Ajuda, onde funciona um dos resorts mais completos do País, o Arraial d’ Ajuda Eco Resort, que tem localização, ambientação e paisagismo únicos.

Recentemente restaurado, o hotel já teve outro nome: Paradise, e é, como, tal símbolo de lugar paradisíaco. Por ter incorporado um parque aquático ecológico – o maior do Brasil a seu complexo –, mudou de nome e hoje inclui também passeios ecológicos e visitas guiadas a lugares únicos, no mundo, como a Praia do Espelho.

Reduto de gente bonita, rica e em busca de privacidade, a Praia do Espelho ganhou pousadas charmosas na última década, como a Porto Espelho. É lugar para quem quer paz e exige qualidade em se tratando de serviço.

Um peixe fresquinho, acompanhado de farofa de banana da terra, claro, não tem preço de “fast-food”, mas vale cada centavo. Perfeito para ser degustado com uma caipiroska ou uma cervejinha gelada.

A Praia do Espelho chama-se, na verdade, Espelho das Maravilhas e é assim mesmo. São 18 quilômetros de praias tranqüilas, com águas mornas, coqueirais e falésias e são para quem exige um lugar ímpar. O Espelho fica por conta do reflexo do sol, da lua e das estrelas nas águas cristalinas, literalmente espelhadas.

Para quem está hospedado em Arraial d’ Ajuda, a dica é procurar uma agência credenciada para o passeio. Dentro do resort, há um escritório de receptivo comandando por Luís Becker (73 – 3575-8500). Em caso de dúvida, procure pela gerente geral do complexo ou pela comercial, respectivamente Samira Martins e Michele Bacichett, que são amáveis, prestativas e competentes ao extremo.

Samira, Michele e Luís, assim como inúmeras outras pessoas que vivem em Arraial d’ Ajuda, têm história para contar. Viviam atribulados, em São Paulo, Porto Alegre e outros grandes centros, atolados de trabalho e preocupação. Num belo dia, compraram uma passagem para o Sul da Bahia, mais precisamente para Arraial, e mudaram a vida radicalmente.

O salário de executivo, no caso de Luís, que trabalhava para a emissora de televisão mais poderosa do País, não pagava sua paz. Estava a um ponto de um ataque de nervos. Ou tinha um enfarte, um derrame, uma síncope qualquer ou mudava as páginas de sua vida.

Teve apoio da mulher e, assim como a paulista Samira e a gaúcha Michele, perdeu em renda, mas ganhou em qualidade de vida. Longe dos aviões sempre lotados e das salas estressantes de computação, dos ternos e meias de seda, conseguiram chegar à meta que idealizaram há anos: morar de frente para o mar.

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