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Motoristas aprovam alteração

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Para taxistas, motaxistas e entregadores que usam carros profissionalmente, a medida veio em boa hora. Enquanto a Empresa Municipal de Transporte Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) registra uma média de 1.600 infrações por exeder o limite de velocidade ao mês, eles brigam para conseguir cumprir prazos, agradar clientes e ainda se atentar aos radares. O motociclista Marcos Roberto de Andrade fatura cerca de R$ 600,00 ao mês, rodando quase 300 quilômetros por dia. Com o dinheiro paga as contas da casa e o financiamento da moto.

“Trabalho o dia inteiro para ganhar cerca de R$ 20,00 e quando chego em casa, tem uma multa de mais de R$ 500,00”, lamenta. Para ele, aliviar o valor da infração não é o caminho. “O problema são esses radares móveis, que ficam escondidos”, critica. Trabalhando como taxista há 10 anos, Eduardo Kennerly elogiou a lei. “Com esse monte de radar na cidade, se você toma três multas, perde a carta e fica sem ter como trabalhar”, descreve.

Para ele, o motorista não vai exceder na velocidade. “O povo não vai abusar. Ninguém é louco de andar a 100 quilômetros por hora dentro da cidade. Além disso, a multa continua valendo e doendo no bolso”, observa. Há pouco tempo, o taxista Walter Cabral se distraiu conversando com um passageiro e foi flagrado pelo radar. Passou a 65 quilômetros por hora, quando o permitido é 60. Pagou pouco mais de R$ 127,00 de multa. Se o episódio tivesse acontecido agora, a infração seria considerada média, e a penalização R$ 85,00. “Agora ficou mais justo”, acredita.

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