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Pais reclamam do número reduzido de médicos no Pronto-Socorro Infantil

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Mais um dia conturbado no Pronto Atendimento Infantil de Bauru (PAI). Pais de crianças que aguardavam atendimento para seus filhos ligaram no início da noite ao Jornal da Cidade para reclamar da falta de médicos na unidade. Segundo testemunhas, houve um princípio de tumulto e a polícia teve quer ser chamada para acalmar a situação. A reportagem se deslocou ao local e comprovou que o número de profissionais estava mesmo reduzido.

Apenas dois médicos atendiam os pacientes ontem à noite no PAI. O número idealizado pela Secretaria de Saúde do município seria de quatro profissionais em todos os turnos. A crise na saúde reduziu o número para três funcionários. Ontem, um dos médicos não pôde comparecer ao atendimento por estar doente. Segundo companheiros de trabalho, ele foi internado, com hipertensão.

A doméstica Ednéia Aparecida Camaçari Hinler chegou ao PAI às 17h45. Até as 21h10, seu filho ainda não havia sido atendido. Ela afirma que o período da tarde foi o mais complicado para os pais. “Quando eu cheguei, não tinha nenhum médico aqui. Tinha gente esperando desde a hora do almoço. Os médicos só vieram depois que a polícia chegou”, relatou a doméstica.

Segundo funcionários do Pronto-Socorro o atendimento no período da tarde foi normal, com média de duas horas de atraso. O número de pacientes remanescentes do período tarde que começaram a ser atendidos à noite chegou a 30 crianças. Funcionários dizem que, em dia de pico, esse montante pode chegar a 100.

Desde as 18h30, Adriana Egídio da Silva aguardava para pegar o resultado dos exames que seu filho, João Vitor, fez anteontem. Até as 21h30, ela não tinha conseguido pegar o laudo. “Os médicos demoraram ontem (quarta-feira) também. Meu filho chegou com desidratação. Ficamos das 11h até as 16h aqui no Pronto-Socorro”, relata.

Os funcionários dizem viver em estado de tensão. Segundo eles, em determinados momentos, os pacientes não têm sensibilidade para entender que os médicos precisam atender primeiro os casos de urgência e emergência e, alguns, partem para a agressão verbal. A situação pode se complicar ainda mais já que, no último mês, mais quatro médicos pediram exoneração do cargo.

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