Polícia

Em um mês, confronto entre polícia e suspeitos soma o equivalente a um ano

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Em apenas um mês, a polícia registra a metade do número de confrontos armados com suspeitos que deveria acontecer durante um ano. “Em um ano, acontecem oito, 10 confrontos. Mas, em uma semana, quase todos os dias teve disparo contra policiais”, observa major Wellington Luiz Dorian Venezian, coordenador operacional do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI).

Para o policial, os criminosos estão confrontando mais os policiais. “Está acontecendo um crescente de resistência com armas de fogo”, avalia. “Nesses últimos meses alguns delinqüentes estão mais violentos. Mas é qual é a razão dessas reações? Isso precisa ser analisado”, aponta Venezian. Para o delegado seccional da Polícia Civil, Doniseti José Pinezi, a polícia está atenta aos embates com criminosos. “Eles estão nos confrontando e a polícia está combatendo. Nós estamos preparados”, anuncia.

Porém, antes de chegar aos confrontos, que resultaram em cinco criminosos mortos somente neste mês, os policiais militares seguem um protocolo chamado “uso escalonado da força”, ou seja, a abordagem ao suspeito começa de forma branda e vai endurecendo conforme a reação da pessoa.

O primeiro passo é a verbalização que é a determinação do policial para que o suspeito pare e o PM realiza as ações necessárias, como cumprimento de um mandado de prisão. “Se o PM obtiver sucesso, a situação pára por aí. Se o suspeito reagir, aí as ações endurecem”, observa o major.

Quando o suspeito dispara contra policiais e coloca a vida de outras pessoas em risco, a PM deve revidar. “Se a agressão for armada e insuperável, o policial deve utilizar sua arma”, explica Venezian. O major ressalta que nenhuma das pessoas que morreram em troca de tiros com a PM neste mês estava com outro tipo de arma, como facas. “Aconselhamos às pessoas abordadas pela polícia, ou quando forem presas, que não reajam”, pede. Segundo o major, os policiais que passam por situações de alto estresse, como tiroteios ou capotamentos, são submetidos a uma avaliação psicológica.

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