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Lula rebate críticas por retirada lenta

Folhapress
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Lima - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discordou ontem das críticas de brasileiros que reclamaram da demora do governo em retirá-los do Líbano. “Eu não posso compreender que alguém tenha feito crítica, o Brasil não poderia fazer mais do que fez. Nós não poderíamos adentrar no Líbano, até porque o Brasil colocou à disposição os aviões que precisava colocar, o Brasil mandou seu ministro das Relações Exteriores o mais próximo possível”, disse ele, que está em Lima, no Peru, para a posse de Alan Garcia.

Segundo Lula, o governo brasileiro continua empenhado em retirar quem quiser deixar o país: “Penso que nós não só fizemos o que era possível fazer como estamos dispostos a fazer o que for necessário para tirar os brasileiros que estão no Líbano”.

Tráfico de influência

O cônsul-geral do Brasil em Beirute, Michael Gepp, confirma que recebeu pedidos de políticos para ajudar brasileiros a deixar o Líbano, mas nega que tenha sofrido pressão ou concedido privilégios.

O jornal “O Globo” noticiou ontem que políticos brasileiros tentaram usar sua influência para obter vistos e o embarque mais rápido de parentes e amigos. Segundo Gepp, o consulado recebeu centenas de pedidos semelhantes de cidadãos comuns. “Não houve pressão, só pedidos, a maioria por e-mail, de políticos interessados em atender a solicitações de eleitores para ajudar conhecidos que estavam no Líbano”, disse Gepp. “Mas ninguém recebeu tratamento especial.”

O assessor para Assuntos Internacionais de Goiás, Elie Chediak, considerou absurda a insinuação de tráfico de influência e negou ter usado o nome do ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo (PSDB), citado pelo “Globo”.

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