Além da conscientização ecológica, a excursão para a Ilha do Cardoso, em Cananéia, incentivou a convivência e amizade dos alunos da 7.ª série do ensino fundamental da escola “Guedes de Azevedo”.
Ricardo Boni, 14 anos, diz que fortaleceu sua amizade com os companheiros de sala. “Viver três dias com uma pessoa é bem diferente do que vê-la somente na escola. Dessa forma, sei como ela realmente é”, avalia. Tiago Mangialardo, 13 anos, e Marina Sanchez Ribeiro, 12 anos, concordam com Ricardo. “Achei muito interessante ter contato com outros alunos. Nós tivemos a chance de nos relacionarmos mais em grupo”, afirma Tiago.
Outro ponto positivo da excursão à Cananéia foi a oportunidade de fixar e reforçar o aprendizado da sala de aula em prática. Além de ciências e biologia, a viagem também envolveu o estudo de história, geografia, artes, matemática e língua portuguesa, aponta o coordenador pedagógico da escola, Roberto Pallotta. Ele cita como exemplo a arquitetura e a visita ao centro de Cananéia, uma forma interessante de se aprender história.
O estudante Ricardo destaca a origem da cidade. “Ela foi fundada no final do século 15 e início do século 16. Os primeiros habitantes foram os índios caiçaras”, diz. Tiago fala sobre o tubarão empalhado exposto no museu de Cananéia. “Ele é maior do mundo”, diz. Marina lembra da arquitetura das antigas casas. Segundo ela, as casas com flores desenhadas na parede indicavam que o local funcionava como floricultura.
A professora de ciências Mara Sheyla Eufrásio, que também acompanhou a excursão, diz que ao avaliar gráficos com análises estatísticas da água, os alunos treinaram a matemática. As aulas de geografia foram reforçadas com o estudo do relevo, clima, temperatura e umidade de Cananéia. E a língua portuguesa também será fundamental na hora de fazer o trabalho sobre a viagem de estudos.