São Paulo - Disposto a conquistar um setor associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva - o sindicalismo -, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), prometeu manter os direitos trabalhistas durante reunião com filiados à Força Sindical.
Em sua investida sobre as bases pedetistas, Alckmin reuniu ontem, em São Paulo, “uns 12, 15” dos 1.800 sindicatos filiados à central. Entre os sindicalistas presentes havia representantes dos padeiros e das costureiras. Em resposta à mobilização da Central Única dos Trabalhadores (CUT) a favor da Lula, a idéia é reunir filiados da Força Sindical e de outras centrais em Brasília num ato pela candidatura de Alckmin no mês que vem, provavelmente a ser realizado no próximo dia 9.
Secretário do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e organizador do encontro, Miguel Eduardo Torres disse que o candidato tucano se comprometeu a não tocar em direitos trabalhistas, como décimo-terceiro salário, férias e o fundo de garantia.
Na semana passada, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a redução da alíquota da multa rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 50% para 40%. A mudança, porém, só seria adotado após a eleição.
Na conversa, Alckmin voltou a repetir que a reforma tributária e a política - apenas com a exigência de fidelidade partidária - seriam as primeiras apresentadas caso fosse eleito. O tucano, porém, aboliu a discussão sobre o fim da reeleição de sua agenda de reforma política.