Rio - Com a demanda aquecida, os empresários estão mais otimistas em relação os rumos dos negócios nos próximos meses e prevêem mais contratações.
De acordo com a 160.ª Sondagem da Indústria, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), as previsões para os próximos três meses são as melhores desde a virada do ano, quando a atividade industrial começou a se recuperar.
As expectativas quanto ao emprego industrial, que haviam se deteriorado a partir de outubro de 2005, apresentaram melhora no terceiro trimestre deste ano. A proporção de empresas que planejam contratar é de 26%, enquanto 13% delas prevêem demitir. A diferença de 13 pontos percentuais entre os dois extremos de resposta supera a média de julho dos últimos dez anos.
As projeções para a produção são mais otimistas: no trimestre de julho a setembro, 49% das empresas pretendem aumentá-la enquanto 11%, reduzi-la. Nos próximos seis meses, para 54% das empresas consultadas, a situação dos negócios melhorará. A freqüência relativa das que estimam piora foi de 10%. O saldo de 44 pontos percentuais para julho deste ano é superior à média histórica para este período.
Apesar dos indicadores de aquecimento, a avaliação feita pelas empresas sobre a situação atual dos negócios indica aumento da insatisfação entre abril e julho. Em julho, 16% das empresas disseram que a situação dos negócios no momento é boa e 24% que ela é fraca.
Já em abril, 27% das empresas a classificavam como boa, enquanto 20% a consideravam fraca. Segundo a FGV é possível que a indústria, embora em trajetória de crescimento, considere que o ritmo da retomada seja lento e que as condições da economia estejam comprimindo suas margens de lucro.