São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou ontem que as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que elevou o tom de seus ataques à oposição, citando inclusive o nazismo para responder ao PFL, não passam de “bravata”.
“Olha, é bravata, não passa disso. Na realidade, quando (Lula) fala em ética parece piada.” Alckmin disse ainda que tem respeito pelas pessoas, mas deixou claro que tem “ódio e nojo” de corrupção e incompetência.
Em discurso de improviso em Florianópolis (SC), no fim de semana, o presidente referiu-se diversas vezes ao “ódio” dos adversários à sua gestão, pedindo aos petistas que levantem a cabeça e reajam aos “desaforados” da oposição, que a seu ver estaria desesperada. “Não têm dados comparativos para disputar conosco. Mas eles (adversários) são desaforados. Eles resolveram vender a idéia que eles são éticos, e nós não somos éticos. Não levaremos desaforo para casa”, disse Lula.
O candidato tucano disse ainda que espera melhorar os índices de intenção de votos nas pesquisas a partir da veiculação do horário eleitoral gratuito. Segundo ele, as últimas pesquisas indicam que sua candidatura tem a adesão de 170 mil eleitores a cada dia. “Já estamos com quase 30% dos votos, ainda com um nível de conhecimento (da candidatura) baixo”, afirmou.