A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) apreendeu, na tarde de ontem, quatro tijolos de maconha enterrados na horta do Instituto Penal Agrícola de Bauru (IPA). Somadas, as embalagens chegaram ao total de três quilos. A polícia suspeita de que a droga seria vendida aos internos da instituição. Dois reeducandos prestaram depoimento e podem ser indiciados por tráfico de entorpecentes.
Segundo a delegada titular da Dise, Rejani Borro Ortiz, dois agentes de segurança penitenciária do IPA observaram, durante alguns minutos, que dois reeducandos (os nomes não foram divulgados) que prestam serviços na horta da instituição estavam separados dos demais, em atitude fora do comum para a atividade que normalmente desempenham.
Chegando ao local, os funcionários da penitenciária perceberam que a terra estava muito fofa. Ao remexerem o solo, os agentes encontraram quatro “tijolos” embrulhados em sacos plásticos. Ao perceber que se tratava de material ilícito, acionaram a Dise. Os dois suspeitos foram encaminhados à delegacia, onde prestaram depoimento e negaram ser os donos dos entorpecentes.
A delegada titular da Dise acredita que os reeducandos iriam vender a maconha aos internos do IPA. “Há indícios de que eles eram os donos da droga e que ela seria distribuída aos internos”, afirma Rejani. Um inquérito foi instaurado para investigar o caso.
De acordo com a delegada, os reeducandos, que cumpriam pena em liberdade, podem ser indiciados por tráfico de entorpecentes e voltar a cumprir pena, que varia de 3 a 15 anos, em regime fechado.
Após o fim do inquérito, a droga, que segundo a delegada poderia render 9 mil cigarros de maconha, será incinerada.