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Corregedoria do Senado vai investigar Suassuna, Serys e Magno Malta

Por Felipe Recondo | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Brasília - A Corregedoria do Senado deve abrir hoje investigação contra três senadores - Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES) - supostamente envolvidos no esquema de desvio de recursos do orçamento para a compra de ambulâncias, investigado pela CPI dos Sanguessugas. Os primeiros depoimentos, que devem ser colhidos nesta semana, serão dos assessores dos três senadores.

O primeiro convocado será Marcelo Cardoso Carvalho, assessor de Suassuna preso pela Polícia Federal. Carvalho é acusado pelos crimes de corrupção passiva, crime contra ordem tributária, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A depender do resultado das investigações, os casos podem ser encaminhados ao Conselho de Ética da Casa.

A CPI dos Sanguessugas, no entanto, pode se antecipar à Corregedoria do Senado e encaminhar os casos ao Conselho já na próxima semana. Tuma esperava a remessa de documentação da Justiça de Mato Grosso para dar início à investigação na Corregedoria. Os documentos resumem os indícios que pesam contra os três senadores e chegaram ontem à CPI, de acordo com o presidente da comissão, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).

O corregedor já encaminhou à Mesa Diretora a publicação de uma portaria para oficializar o início das investigações. O documento deve ser assinado hoje.

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (PE), afastou ontem o deputado Fernando Estima (SP) do partido até que a comissão de ética da legenda encerre as investigações sobre a suposta participação dele no esquema dos sanguessugas. Se concluir pelo envolvimento do deputado, o PPS impedirá que Estima concorra nas eleições de outubro.

Estima é o primeiro parlamentar supostamente envolvido com o esquema do mensalão a ser punido politicamente. As demais siglas que têm parlamentares envolvidos anunciaram que vão esperar o encerramento das investigações para definir as sanções. Segundo Freire, o PPS decidiu se antecipar porque se ficar comprovada a participação de Estima no esquema o partido já deixa claro que “não é responsável por um irresponsável que se envolveu em ilicitudes”.

O partido não tem prazo para finalizar a investigação, mas o presidente nacional do PPS afirmou que a idéia é concluir “o mais rápido possível”, antes das eleições. “O partido dificilmente vai aceitá-lo como candidato”, disse. De acordo com Freire, o fato de Estima não ter tomado providências como acionar a Justiça para esclarecer as denúncias contra ele soou estranho ao PPS. O deputado negou ao partido participação no esquema, mas não se movimentou para que seu nome fosse retirado das investigações.

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) afirmou que o depoimento de Darci Vedoin, dono da empresa Planam, analisado ontem por membros da CPI dos Sanguessugas, inclui mais dois parlamentares na lista de possíveis envolvidos com as irregularidades na compra de ambulâncias.

Philemon Rodrigues (PTB-PB) e Salvador Zimbaldi (PSB-SP) são apontados no depoimento de Vedoin como beneficiários do esquema de desvio de recursos do orçamento para a compra fraudulenta de ambulâncias. Philemon teria recebido 10% do valor de uma ambulância montada pela Planam.

Zimbaldi, por sua vez, teria sido beneficiado com a concessão de um ônibus para uma fundação de saúde. Os dois devem ser notificados para apresentares a defesa somente em fase posterior, após a divulgação do relatório das investigações contra 90 parlamentares citados inicialmente.

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