Havana - O presidente do Parlamento de Cuba, Ricardo Alarcón, um dos principais aliados de Fidel Castro, afirmou ontem que o presidente cubano “vai lutar até o último instante”, mas que este momento ainda “está muito distante”, segundo a agência de notícias oficial de Cuba.
“O imperialismo ignora a magnitude de Fidel Castro. Ele sempre lutará, até o último instante”, disse Alarcón, que mencionou as mensagens enviadas por diversos países expressando interesse pela saúde do presidente cubano e desejando-lhe um pronto restabelecimento.
“Temos que nos empenhar para estar à altura desse jovem de 80 anos, que, depois de uma operação delicada e precisando de repouso, fica atento e toma medidas para enfrentar qualquer agressão inimiga”, elogiou o parlamentar.
Na ausência de informações oficiais sobre o estado de saúde de Fidel, a emissora de televisão do governo se restringiu a exibir entrevistas com pessoas nas ruas de Cuba desejando melhoras ao líder e reafirmando a “confiança” na continuação do governo revolucionário no poder na ilha.
Em Miami, na Flórida, reduto dos exilados cubanos, milhares de pessoas foram às ruas para comemorar a notícia da deterioração da saúde do presidente de Cuba. A chancelaria venezuelana informou ontem que Fidel “recupera-se bem”, citando informações provenientes de autoridades cubanas.
Já a Casa Branca afirmou ontem que não há motivos para pensar que Fidel Castro esteja morto, nem para “estender a mão” a seu irmão Raúl, que governa interinamente o país caribenho. “Não conhecemos o estado de saúde de Fidel Castro. Não conhecemos os fatos exatos, porque Cuba é uma sociedade fechada”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow.
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Cuba
População: 11,3 milhões
Capital: Havana
Regime político: comunismo
Mortalidade infantil: 6,2 por 1.000 nascidos vivos
Analfabetismo: 3%
PIB per capita: US$ 3.500 (est.)
Economia: basicamente açúcar e tabaco