Regional

Morto suspeito de envolvimento em atentados do PCC

Por Folha de Marília | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 4 min

Marília - Admilson de Souza Pires, 28 anos, conhecido como “Pitchula”, foi morto na madrugada de domingo em um confronto com a Polícia Militar de Marília (100 quilômetros de Bauru). Ele era acusado de ser um dos principais articuladores dos ataques criminosos ocorridos na cidade de Marília e desde então era procurado.

Segundo a polícia, já havia um mandado de prisão temporária expedido em nome de “Pitchula”. Na noite de sábado, os policiais receberam uma denúncia anônima informando que o acusado estaria na casa de uma tia, na zona Norte da cidade.

Por volta das 3h30, os policiais foram até o local, uma residência localizada na rua Ribeirão Preto, Vila Barros. De acordo com informações dos policiais que participaram da operação, quando chegaram na casa, “Pitchula” estava em um cômodo nos fundos. Ele teria resistido à prisão e recebido os militares com vários tiros.

A polícia revidou e durante, a troca de tiros “Picthula”, foi baleado. O acusado chegou a ser levado para o Hospital das Clínicas, mas teria morrido ao dar entrada no local. O número de tiros que atingiu “Picthula” não foi divulgado. Nenhum policial ficou ferido no confronto.

Familiares do acusado denunciaram anteontem para a reportagem que a morte dele foi uma execução.

De acordo com uma prima de Pires, que preferiu não se identificar, o rapaz estava dormindo no momento em que os policiais chegaram. Segundo ela, por volta das 3h, cerca de 15 policiais militares teriam entrado na casa de sua mãe e foram direto no quarto onde “Pitchula” estava dormindo. “Não houve tempo para nada. Eles (policiais) já chegaram atirando contra meu primo que só teve tempo de gritar ‘Socorro tia’ e depois não disse mais nada”, disse a mulher.

No momento da ocorrência, quatro crianças dormiam no quarto ao lado de onde estava Pires. “Eu só vi meu tio colocando uma das mãos na cabeça e pedindo socorro. Depois, os homens (policiais) saíram arrastando ele pela casa e subiram o morro arrastando meu tio”, disse uma das crianças, mostrando o sangue deixado no chão da casa. O colchão e as roupas de cama onde “Pitchula” foi morto foram queimados pela família, já que, segundo eles, não havia condições de uso devido à grande quantidade de sangue.

De acordo com a mulher, teriam sido disparados mais de 20 tiros dentro do quarto onde “Pitchula” estava. “Ele deve ter tomado uns 15 tiros pelo menos. No velório estava todo inchado, com os dois braços quebrados e todo perfurado pelas balas. O corpo só foi liberado às 17h, demorou muito, por isso não sabemos ao certo quantos tiros ele tomou”, disse a prima.

A tenente Márcia Cristal, da assessoria de imprensa da Polícia Militar, informou que foi aberto inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência. “Todos os policiais envolvidos serão ouvidos neste inquérito, que vai apurar se houve ou não execução do Admilson de Souza Pires”, disse a tenente.

As três pistolas 40 dos policiais e um revólver calibre 38 que pertenceria a “Pitchula” foram apreendidos e levados para o Instituto de Criminalística (IC) para a realização de laudos periciais. “O fato dos parentes reclamarem é até natural, independente de como aconteceu a morte, a família é assim e vai reclamar sempre”, afirmou Cristal.

Já foi feito contato com o Comando de Policiamento do Interior (CPI 4) de Bauru, que deve designar um encarregado de acompanhar o inquérito.

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Mais prisões

Botucatu - Equipes do Policiamento Rodoviário de Bauru, Marília e Botucatu haviam preso em flagrante, no dia 15 de julho, Osvaldo Marques Lima, vulgo Chicão, acusado de ser o mandante dos ataques realizados em maio e na primeira quinzena do mês passado em Marília. Além dele, outras 12 pessoas foram detidas.

Segundo informações da PM na época, Chicão, 35 anos, seria um importante integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). “As informações que tivemos é que ele estaria em Marília com a função de comandar os ataques na cidade. Ele seria o elo de ligação entre os líderes da quadrilha presos e os responsáveis pelos ataques em Marília”, ressaltou um policial, que preferiu não ter seu nome publicado por questão de segurança.

A prisão ocorreu na base de Policiamento Rodoviário de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), na rodovia Marechal Rondon (SP-300), pela equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR). A operação contou com 12 policiais, sendo cinco de Bauru e o restante de Marília e Botucatu.

Da Redação

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