Nova York - As Nações Unidas desmarcaram pela segunda vez nesta semana a reunião do Conselho de Segurança que amanhã iniciaria a definição das forças de paz que se instalarão no Sul do Líbano. A França declarou que a iniciativa seria “prematura”, porque não estaria vinculada a uma resolução sobre o cessar-fogo.
Washington e Paris negociam a adoção de duas resoluções no Conselho de Segurança, em lugar de uma só. A primeira delas, que seria votada dentro de uma semana, exigiria apenas uma “trégua”, e não um cessar-fogo definitivo. Também criaria a zona-tampão na fronteira com Israel e convocaria os envolvidos a negociações.
Resta saber se o cenário será aceito pela Rússia, que também tem direito a veto no Conselho de Segurança e que possui vínculos mais sólidos com a Síria, uma das partes diretamente envolvidas no conflito.
O embaixador americano na ONU, John Bolton, deu ontem declarações de um otimismo prudente. Apesar da aproximação de suas posições com as da França, subsistem divergências, afirmou, “quanto à forma da cessação das hostilidades e sobre a maneira de fazê-la permanente”.
O alto funcionário da ONU responsável pelas forças de paz, Jean-Marie Guehenno, disse ser difícil persuadir os países a enviar voluntariamente seus militares sem um cessar-fogo previamente decretado. Eles se envolveriam em combates.