O subdelegado do Sindicato dos Lotéricos do Estado de São Paulo (Sincoesp) em Bauru João Ricardo de Arruda, ressalta que o problema da demora no atendimento ocorre desde o mês de março, quando a CEF começou a instalar o novo sistema de informática para operação de loterias e serviços em Bauru.
Ele, que também é dono de lotérica na cidade, afirma que a arrecadação de impostos, responsável pela cobertura das despesas da empresa, não ultrapassa R$ 10 mil por mês, o que representa prejuízo de 40%. “Além disso, tem muita gente deixando de fazer jogos, que é o serviço responsável pelo meu faturamento”, acrescenta.
Arruda destaca que ontem, por exemplo, muitos aposentados que foram à lotérica para receber benefícios, não conseguiram. O sistema de informática, segundo ele, ficou inoperável das 11h30 às 17h30. “Ninguém agüenta ficar na fila por mais de uma hora e meia. Tenho três máquinas. Quando o sistema não cai, fica lento”, diz.
Em 26 de maio, as 23 casas lotéricas de Bauru, em apoio à categoria em todo País, suspenderam o atendimento das 8h ao meio-dia para protestar contra o sistema de informática. Segundo Arruda, a CEF penalizou todos os estabelecimentos que aderiram à manifestação com uma advertência e ameaçou desligar o sistema dos estabelecimentos que voltassem a protestar.
O subdelegado adianta que não há nenhum movimento de reivindicação programado para os próximos dias, nem em Bauru, nem em São Paulo. “Até o dia 12, a CEF termina de implantar o sistema em todo o País. A tendência é o problema se agravar, vai ser um caos”, completa.