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Mãe acusada de agredir filhos passa por nova avaliação mental

Folhapress
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São Paulo - O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo determinou ontem que Sara Maria Rosolem Alvarenga passe por perícia judicial para avaliação de seu estado de saúde mental. Sara foi acusada, com seu marido, Alexandre Alvarenga, de tentativa de homicídio por arremessarem seus filhos contra um carro e uma árvore em fevereiro de 2003, em Campinas (95 quilômetros de São Paulo). Com o resultado da perícia, a Justiça decidirá se Sara receberá tratamento ambulatorial ou será internada.

O exame será feito por especialistas em São Paulo. A doença diagnosticada em 2003 foi chamada de transtorno delirante induzido, e é considerada rara.

Tratamento

Em abril do ano passado, Sara foi absolvida por ser considerada inimputável (a quem não se pode atribuir um erro, ou um crime).

A decisão determinou internação por no mínimo um ano para tratamento psicológico. Como a decisão sobre a internação não foi unânime, a defesa entrou com novo recurso e pediu a alteração da medida para o tratamento ambulatorial.

Segundo informou a Justiça, atualmente Sara faz tratamento psicológico em um centro de saúde e convive com os filhos. Alexandre Alvarenga cumpre medida de internação de no mínimo três anos em hospital psiquiátrico de custódia no interior de São Paulo. A decisão, nesse caso, foi unânime.

Violência

Segundo testemunhas, as agressões ocorreram depois de Alvarenga e sua mulher, Sara, se envolveram em um acidente de carro, no bairro Guanabara. Sara teria consentido com as agressões. De acordo com testemunhas, Alvarenga desceu de seu carro e arremessou o menino de 1 ano, que estava no colo da mulher, contra uma Blazer em movimento.

A criança atravessou a janela do veículo e bateu contra o peito do motorista. Depois, Alvarenga bateu várias vezes a cabeça da filha contra uma árvore de um bosque na região. O menino sofreu traumatismo e ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Mário Gatti. Teve alta e foi entregue aos avós maternos. A irmã do garoto sofreu ferimentos leves.

Em março daquele ano, o casal afirmou que não se lembrava das agressões às crianças.

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