Internacional

Embaixador britânico vê guerra civil

Folhapress
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Bagdá - O Iraque está mais próximo de uma guerra civil do que de se tornar uma democracia, concluiu o embaixador britânico William Patey em memorando confidencial enviado ao primeiro-ministro Tony Blair, que veio à tona hoje. “A perspectiva de uma guerra civil de baixa intensidade e de uma divisão de fato do Iraque é mais provável neste estágio que uma transição de sucesso a uma democracia estável”, afirmou.

Segundo o embaixador, a situação não é incontrolável, mas será “confusa e difícil” pelos próximos dez anos.

A opinião consta do relatório final de Patey, que está deixando o Iraque, e é compartilhada pelo comandante das forças americanas no Oriente Médio, general John Abizaid, que afirmou ao Senado dos EUA que haverá uma guerra civil caso a atual violência sectária não seja debelada. Abizaid disse que a disputa em Bagdá está num estágio “decisivo”. “Está claro que a situação operacional e tática em Bagdá chegou a um ponto em que requer forças de segurança adicionais, tanto dos EUA quanto do Iraque.” Apesar disso, ele afirmou acreditar que o Iraque, com o apoio dos americanos, pode evitar a situação.

O general Peter Pace, chefe-de-gabinete adjunto, demonstrou a mesma preocupação, dizendo, porém, que entrar numa guerra civil ou evitá-la depende dos iraquianos. “Há a possibilidade de que a situação se desenvolva para uma guerra civil”, disse.

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