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Delegado acusado de corrupção quer responder processo em liberdade

Folhapress
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São Paulo - O delegado da Polícia Civil de São Paulo André Di Rissio, 42 anos, entrou ontem com um pedido de habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para responder a processo por formação de quadrilha em liberdade. A defesa de Di Rissio contesta uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o manteve preso. O delegado e outras 15 pessoas foram presos em cidades do interior e em São Paulo em ação da PF e do Ministério Público Federal batizada de “Operação 14 Bis”.

A quadrilha é acusada de atuar na liberação ilegal de mercadorias importadas em Viracopos. Rissio e o delegado Wilson Roberto Ordones -que atuava no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (SP), e também preso-, respondem ainda por posse ilegal de armas de fogo não registradas. Esse processo foi encaminhado para investigação por parte do Ministério Público Estadual. Ambos estão presos na Capital.

O delegado era presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, mas foi afastado depois de ser preso no mês passado e denunciado pelo Ministério Público Federal. O caso está sob sigilo. O Ministério Público Federal e a Policia Federal investigam mais um grupo de ao menos 15 pessoas no mesmo esquema de fraude no aeroporto. Rissio também foi denunciado por tráfico de influência.

Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal indicam que ele manipulou operações policiais do Departamento de Investigações do Crime Organizado (Deic) para supostamente beneficiar pessoas próximas.

Em uma das conversas gravadas com autorização da Justiça Federal, Rissio pede ajuda ao pai dele, desembargador do Tribunal de Justiça Eduardo Di Rissio Barbosa, para livrar um advogado de uma ação popular. Nesse caso dos grampos em que é citado o pai de Rissio, o processo foi desmembrado e já foi encaminhado para apuração da Procuradoria Geral da República, em Brasília. Em uma carta encaminhada no dia 11 de julho ao site da Associação dos Delegados do Estado de São Paulo, Di Rissio nega as acusações e pede afastamento da presidência.

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