Política

Prefeito quer formar rede social com novas unidades do CRAS

Nélson Gonçalves
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O prefeito Tuga Angerami (sem partido) disse ontem, durante o lançamento da pedra fundamental da sexta unidade do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), no Núcleo Nove de Julho, que o programa vai formar uma rede de atendimento na periferia. Na avaliação do chefe do Executivo, o programa vai permitir que a população tenha acesso “à porta de entrada para a rede assistencial básica do Município”.

Através do CRAS, as famílias carentes cadastradas têm o apoio para que deixam a situação de dependência da rede social. A proposta inclui atendimento psicológico, social e emergencial, com programas de geração de renda e incentivo ao primeiro emprego.

Segundo a secretária do Bem-Estar Social do Município (Sebes), Egli Muniz, a obra do sexto CRAS vai ser entregue em 120 dias, com a reforma de um prédio onde funcionava a Unidade Básica de Saúde do 9 de Julho, há alguns anos. O Município conta atualmente com unidades nos bairros Nova Bauru, Jardim Ferraz, Parque Júlio Nóbrega, Distrito Tibiriçá e Parque Santa Cecília.

Para o presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, José Carlos Fernandes, a administração está investindo em equipamentos sociais. “Os projetos no setor estavam desorganizados e o CRAS junto com o NAF (Núcleo de Apoio à Família) estão reunindo os programas”, opina.

Durante a visita ao prédio onde será instalado o CRAS, o prefeito conheceu o morador de rua Lucas Nascimento, 45 anos, natural de Campinas (SP), desempregado e que está utilizando o prédio no Nove de Julho para dormir.

Com a roupa do corpo e colchão e fogão improvisados, ao chão, Nascimento ouviu da equipe do prefeito que vai receber apoio, com encaminhamento para abrigo ou casa de recuperação.

Ele vinha utilizando o prédio abandonado para morar, local onde funcionou uma unidade básica de Saúde. “Eu durmo aqui e quando sinto fome peço comida na rua. Catava latinha e papel na rua, mas entreguei meu carrinho e agora não estou conseguindo nada”, disse Nascimento, que lembra ter sido agricultor até alguns anos.

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