Regional

Multinacional já investiu mais de US$ 650 mi

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Atuando no Brasil há 50 anos e 30 na área de produção, a Ajinomoto já investiu no País, segundo Júlio Miyamoto, conselheiro administrativo da empresa, cerca de US$ 650 milhões.

Durante entrevista à imprensa na inauguração da unidade da empresa em Pederneiras, Miyamoto lembrou que a Ajinomoto vai comemorar, em 2008, 100 anos de atividades no mundo e que, apesar das dificuldades econômicas enfrentadas pelo Brasil, a multinacional nunca deixou de investir no País.

“Os altos e baixos da economia brasileira sempre trouxeram inquietação no meio empresarial mas a Ajinomoto em nenhum momento desistiu de continuar fazendo investimentos. Tanto é que estamos aqui desde 1956. Como indústria, nós iniciamos a produção em 1977. Então, são praticamente 30 anos. E nesses 30 anos, se verificarmos bem, em nenhum desses período (de conturbação econômica) a Ajinomoto deixou de fazer investimento”, explicou.

Segundo ele, a empresa já investiu, neste período, mais de US$ 650 milhões no Brasil.

A unidade industrial da Ajinomoto, em Pederneiras, produzirá anualmente 60 mil toneladas de lisina. A substância é um aminoácido utilizado na fabricação de ração para nutrição animal.

Sua produção será destinada ao mercado externo (Estados Unidos, China, Europa, América Central e Caribe).

Esta é a segunda unidade da Ajinomoto que produz a lisina no País, a segunda está instalada em Valparaíso, em São Paulo.

Com a inauguração da unidade industrial de Pederneiras, a subsidiária brasileira passa a ser a maior produtora mundial de lisina do grupo Ajinomoto. “Passamos a ser uma base estratégica de produção e fornecimento mundial deste aminoácido”, disse Julio Miyamoto, conselheiro administrativo da empresa.

Segundo ele, a cidade de Pederneiras foi escolhida por apresentar vários fatores que contribuíram para as necessidades de funcionamento da fábrica, entre eles o acesso ao transporte intermodal (hidrovia, ferrovia e rodovia).

No entanto um dos fatores fundamentais seria a proximidade com os fornecedores de cana-de-açúcar, cujos derivados são a principal matéria-prima utilizada na fabricação da lisina. “Como a nossa maior matéria-prima são os derivados da cana-de-açúcar e sendo São Paulo o maior produtor não justifica a gente estar saindo do Estado para outros centros”, ressaltou Miyamoto, ao ser questionado sobre a concentração de fábricas da multinacional no Estado de São Paulo.

Comentários

Comentários