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Violência no Oriente Médio


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Mais uma vez, a violência toma dimensões bastante inquietantes no Oriente Médio, dessa vez envolvendo Israel e o Líbano. Sabe-se que os Estados Unidos há muito vem buscando marcar posição naquela região - das civilizações mais antigas da história - mas é Israel quem protagoniza agora o conflito bélico com o Líbano (que havia se confrontado com os Estados Unidos em 1982). “Quem pagará o preço de suas vítimas” - indaga Yossi Sarid, membro do Parlamento de Israel. E vamos assistindo à insanidade e os extremismos por toda a parte. É realmente incrível como nos dias de hoje, com tantas possibilidades e avanços nos diversos campos do conhecimento humano, vemos como tem sido difícil o diálogo e o entendimento. Em países ricos, vemos mais ainda esta dificuldade. E ficamos sem respostas ao porquê dessa situação.

O mais intrigante é que a violência na região do oriente Médio parece não cessar, há muitas décadas. Na realidade, desde o começo deste século têm sido constante os ataques dos terroristas, as guerras e muitas espécies de conflitos. É evidente que prevalecem os interesses econômicos numa região rica em petróleo, e também políticos, pois busca-se afirmar um comando mundial, como uma síndrome patológica. Muitas nações ricas parecem estar obcecadas em manter o padrão de superioridade material e tecnológica sobre as demais, não aceitando que outras obtenham o desenvolvimento. Temos então nações ricas, às custas de muitas formas de injustiças. É óbvio que as nações sufocadas tentam superar os obstáculos existentes, com políticas do sistema internacional que acabam favorecendo quem tem mais. Vemos as contradições por toda a parte. Num mundo de tantos avanços tecnológicos, muitos não têm acesso ao básico da subsistência. É essa uma das razões pela quais grupos se organizam e buscam, pela violência, protestar contra a injustiça. Podem até ter razão em muitas de suas reivindicações, mas erram nos métodos utilizados, porque a violência só gera violência e nada resolve.

É possível obter ganhos políticos com políticas de não-violência, como demonstrou Gandhi. Muito fez sem recorrer às armas, e a Índia conseguiu sua independência política graças à sua força moral. Hoje, infelizmente, carecemos de lideranças de envergadura moral. Sobraram os liliputianos que estão por aí, sem propostas visando o bem comum, apenas com ambições de poder. Em meio a esta crise de valores, o mundo parece estar nas mãos de governantes insanos. A loucura dos homens tem limites. Nesse sentido, oremos para que cessem as hostilidades entre Líbano e Israel, pois o mal não tem a última palavra. Com o poder de nossas orações, podemos dar uma contribuição para que a paz seja possível.

O autor, Valmor Bolan, é doutor em Sociologia

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