Economia & Negócios

Para pesquisador, o jovem hoje não quer provar nada a ninguém

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

O gosto pelo desafio profissional já foi a principal razão para a escolha de uma carreira. Hoje, não é mais. Segundo o pesquisador Vitor Pascoal, da Cia. de Talentos, essa constatação ficou clara na pesquisa divulgada no mês passado.

Das informações encontradas nos 15 mil questionários respondidos por universitários de todo o Brasil, é possível deduzir, segundo ele, que os jovens não estão mais preocupados em provar nada a ninguém. “Eles querem dinheiro para viabilizar seus sonhos.” E esses sonhos estão cada vez mais distantes da vontade de superar obstáculos.

“Hoje, a gente percebe que os jovens começam a mudar a forma de pensar. Ele está mais preocupado com o aspecto da estabilidade. Ele não quer desafios, não quer correr riscos.”

Na avaliação de Pascoal, ainda é cedo para falar dos motivos que estão levando a essa mudança de comportamento. “Acho que ainda é cedo para dar uma resposta adequada a tudo isso. O que leva um jovem que está na faculdade a querer estabilidade? Existem apenas hipóteses”, diz.

Entre essas hipóteses, Pascoal se arrisca a apontar duas. “O jovem está muito em contato com o prazer. Ele está vivendo muito em comunidades virtuais e isso tem um reflexo na formação dele. O mundo também está mais violento e os jovens, de alguma maneira, estão apenas buscando mais proteção, mais estabilidade”, cogita.

Orientação

Quem ainda não se decidiu sobre a carreira a seguir pode buscar orientação nos grupos coordenados por profissionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade do Sagrado Coração de Jesus (USC).

O serviço de orientação profissional existe na Unesp desde antes da encampação, quando a faculdade era da Fundação Educacional de Bauru (FEB). O serviço é uma das possibilidades de estágio para os alunos do curso de psicologia.

Da mesma forma, na USC, alunos de psicologia auxiliam na orientação profissional tanto de alunos de escolas públicas quanto de escolas particulares. O serviço vem sendo feito há cerca de dez anos. Em 2004, a universidade inaugurou um laboratório próprio para o programa.

Segundo a coordenadora do laboratório, a professora Silvana Bormio, a outra finalidade do programa é preparar o aluno de psicologia para o trabalho clínico e também para atividades de pesquisa.

De acordo com a professora Norma de Fátima Garbulho, que trabalha com orientação profissional na Unesp, o objetivo principal do projeto é auxiliar o indivíduo a refletir sobre o trabalho, compreender sua realidade de vida, suas possibilidades e suas dificuldades, a fim de definir e concretizar o projeto profissional e de vida.

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