Cada vez mais empresas e pessoas armazenam informações em mídia digital. A prática é aparentemente segura. No entanto, o consultor em informática Eduardo Lourenço Pinto Júnior atenta que dados armazenados nos discos rígidos de computadores são facilmente acessados por “invasores”.
O consultor alega que muitas pessoas o procuram para tirar dúvidas relativas à segurança de arquivos, mas a atitude é tomada de forma tardia. “A maioria das pessoas só me procuram depois que se configura a invasão. Quando se percebe a perda de dados importantes, a pessoa quer mais segurança”, explica.
Segundo Lourenço, muitos desses “invasores” praticam os atos apenas por vandalismo (pelo simples prazer de apagar algum arquivo e prejudicar alguém), mas existem também aqueles que utilizam a invasão para cometer crimes (obtenção de dados sigilosos, desvio de dinheiro via Intenet, etc). “A fronteira entre o crime e o vandalismo virtual é muito tênue, é difícil enxergar onde acaba um e termina o outro”, atenta.
Os praticantes desses atos possuem, em sua maioria, vasto conhecimento de informática. Além disso, são extremamente criativos na forma de persuadir as vítimas à procura do meio que lhe proporcione o acesso ao computador. Lourenço explica que, a partir do momento em que a vítima executa o arquivo “isca”, todas as ferramentas do sistema operacional da máquina infectada passam a identificar a chamada “porta” como algo pertencente ao sistema. Por isso é difícil de se detectar a invasão.
A principal dica do especialista é nunca abrir arquivos anexos, a não ser que seja algo pré-determinado com outra pessoa (combinado com antecedência). “Não faça no mundo virtual aquilo que você não faria no mundo real”, completa Lourenço.