Regional

Marília vive segundo dia de tensão

Por Folha de Marília | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - Na terceira onda de atentados no Estado de São Paulo em menos de três meses, Marília (100 quilômetros de Bauru) não registrou ataques, até o fechamento desta edição. Porém, desde anteontem, os ônibus da empresa Circular de Marília passaram a trafegar em horário reduzido, saindo de circulação a partir das 20h. A linha da Vila Real não está indo até o bairro Monsenhor Tófoli e a linha da Nova Marília não chega até os prédios do CDHU.

O policiamento da cidade também teve sua rotina alterada, com barricadas em frente aos prédios de delegacias e Corpo de Bombeiros. As folgas dos policiais militares foram reduzidas e todos estão de sobreaviso, medida adotada pela PM em todo o Estado.

Delegados da Polícia Civil estiveram em reunião na Delegacia Seccional de Marília, durante o final da tarde de anteontem, para tratar de assuntos relacionados aos possíveis ataques.

Dia dos Pais

Rumores sobre uma nova onda de ataques em virtude da saída temporária de presos para o Dia dos Pais, no próximo domingo, vêm circulando há algumas semanas. O beneficio da saída temporária para presidiários começa a ser válido a partir da 6h de ontem. Em Marília e região cerca de 600 presos receberam o indulto e devem ficar nas ruas até às 18h de terça-feira (15).

De acordo com Renata Biagioni, juíza de execuções criminais de Marília, presos que estão no regime semi-aberto da Penitenciária de Marília, do Centro de Ressocialização, das Cadeias Públicas de Vera Cruz, Getulina e Álvaro de Carvalho, devem sair para o Dia dos Pais.

A juíza afirma que são permitidas cinco saídas temporárias, com sete dias cada, durante o ano inteiro. Segundo ela, não há como proibir o beneficio, pois ele está descrito na lei de execuções penais. “Para receber o beneficio o detento deve estar cumprindo pena no regime semi-aberto, apresentar bom comportamento carcerário e ter o processo na Comarca de Marília”, explica a juíza.

O índice de evasão dos presos que recebem o livramento temporária é de 10% em média. De acordo com Biagioni, na última saída o índice foi menor. “Talvez porque como houve os ataques ficou perigoso para eles ficarem nas ruas, então o índice de evasão foi bem menor”, avalia.

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